Como será o futuro da saúde?
Em novo artigo, Omar Taha trata da saúde do futuro, construída a partir da convergência de experiência do usuário e IA
Uma parte significativa dos textos sobre saúde fazem exercícios ou tecem hipóteses sobre como será o futuro. Trata-se de um tema recorrente que inclusive já foi título de publicações e hoje é o nome de um site muito bem estruturado que se chama “Futuro da Saúde” coordenado pela jornalista Natália Cuminale.
A meu ver o futuro da saúde passa pela convergência entre User Experience (UX) e aplicações da Inteligência Artificial.
O conceito de User Experience (UX), ou Experiência do Usuário, originou-se no campo da tecnologia e do design industrial, cunhado por Don Norman na década de 1990 enquanto trabalhava na Apple.
Inicialmente focado em como as pessoas interagiam com computadores e interfaces digitais, o UX Design rapidamente expandiu suas fronteiras para abranger qualquer interação entre um ser humano e um sistema, produto ou serviço.
Na medicina contemporânea, a aplicação dos princípios de UX passou a representar não apenas uma inovação metodológica, mas um imperativo ético e operacional.
A transição do modelo biomédico tradicional para um modelo centrado no paciente encontrou no UX Design um método adequado para sua efetivação.
UX na saúde não está ligado apenas à criação de aplicativos com interfaces intuitivas ou telas de prontuários eletrônicos mais agradáveis visualmente. Trata-se sobretudo da qualidade de cada interação entre o paciente e os elementos do ecossistema de cuidado.
Desde o momento em que o indivíduo percebe um sintoma e tenta agendar uma consulta, passando pela interação clínica no consultório, até o acompanhamento pós-alta e a adesão contínua ao tratamento (jornada do paciente) cada ponto de contato gera emoções que podem variar da confiança e alívio ao medo e confusão.
A justificativa para o investimento em UX na saúde consolida-se por meio de métricas de sucesso tangíveis. O Retorno sobre o Investimento (ROI) do UX pode ser observado em quatro dimensões principais.
1 – Eficiência Operacional: observa-se uma redução significativa (em torno de 25%) do tempo gasto em tarefas administrativas e burocracia digital, liberando os profissionais para o cuidado direto.
2- Segurança Clínica: o design à prova de erros pode levar a uma redução de até 40% nas taxas de erros de prescrição e identificação de pacientes.
3 – Satisfação: medida por ferramentas como o Net Promoter Score (NPS), intervenções de UX frequentemente resultam em aumentos significativos (ex: +15 pontos), obtendo maior fidelização e eventual recomendação do serviço.
4 – Viabilidade Financeira: a otimização de processos e a redução de retrabalho e litígios podem gerar uma redução de até 30% no custo operacional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.