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Teranóstica avança na oncologia, mas expansão depende de uma cadeia estruturada

Futuro da Saúde ·

Exemplo de medicina de precisão, a teranóstica combina diagnóstico e tratamento por meio da mesma molécula radioativa.

A tecnologia permite identificar a presença de um alvo biológico específico no tumor e, a partir dessa informação, selecionar a terapia mais adequada para cada paciente.

Historicamente restrita aos tumores de tireoide e próstata e utilizada principalmente em pacientes com doença avançada, a abordagem começa a ganhar espaço em outras áreas da oncologia.

Agora, também é estudada para câncer de mama, pulmão e gliomas, acompanhando uma transformação mais ampla da especialidade em direção a tratamentos cada vez mais personalizados.

A medicina nuclear utiliza o iodo radioativo para diagnóstico e tratamento de doenças da tireoide desde a década de 1940.

O avanço da imagem molecular, o desenvolvimento de novos radiofármacos e o acúmulo de evidências clínicas ampliaram esse potencial para diferentes tipos de câncer.

Com isso, passou a ser avaliada também em fases mais precoces da doença, e não apenas como alternativa para pacientes que já haviam esgotado outras opções terapêuticas.

Esse avanço também se reflete nas perspectivas econômicas da área.

Estimativas apontam que o mercado global de radioteranóstica movimentou cerca de US$ 11,8 bilhões em 2025 e pode ultrapassar US$ 25 bilhões até 2033.

No Brasil, a expansão da teranóstica ainda esbarra na oferta limitada de radiofármacos, na concentração dos serviços especializados e em desafios relacionados ao financiamento, à importação e ao registro de novos produtos.

Soma-se a isso a necessidade de ampliar a infraestrutura da medicina nuclear, com mais equipamentos e serviços habilitados para realizar procedimentos teranósticos, além de formar e fixar profissionais especializados.

“A expansão depende da organização de toda a cadeia assistencial”, diz Paulo Almeida, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN).

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear ( ANSN ) registra 453 serviços de medicina nuclear autorizados no país.

O cadastro reúne estabelecimentos habilitados para realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos com material radioativo, mas não identifica quais oferecem especificamente a teranóstica.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.

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