Lula diz que só vai dar aval a embaixador dos EUA após eleição e que falará com Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que só vai dar o agrément para o embaixador escolhido pelos Estados Unidos para representar o país no Brasil após a eleição.
O presidente Donald Trump indicou Daniel Perez, também aprovado pelo Congresso americano, para a representação diplomática em Brasília, mas o governo vem segurando o aval diante da desconfiança de uma possível atuação eleitoral. — Eles (EUA) queriam mandar duas pessoas para vir para cá se meter e estudar as urnas.
Não demos visto.
Querem que eu apressadamente aceite o agrément do embaixador deles, mas só depois das eleições.
Se o embaixador dos EUA é importante no Brasil, por que ficaram um ano e seis meses sem mandar embaixador para cá e querem mandar faltando 45 dias para eleições? — questionou Lula.
Agrément é um mecanismo que rege as relações diplomáticas, previsto na Convenção de Viena, em que o país de origem solicita uma autorização confidencial do país de destino antes de anunciar o nome publicamente.
Lula acrescentou que está tentando conversar com Trump sobre o tarifaço e o processo eleitoral no Brasil.
O país iniciou na quinta-feira o processo formal da Lei de Reciprocidade, com a notificação aos EUA. — E estou tentando falar com ele (Trump), manter contato.
Quero ter conversa tête-à-tête com ele.
E vou dizer: “Não se meta nos negócios do Brasil e sobretudo nas eleições.
E se se meter, vão perder.” — disse Lula em entrevista ao podcast Não Inviabilize. — A gente quando vai ligar para um presidente, às vezes demora um mês para marcar, combinar horário e data.
Mas vai marcar.
Espero ter uma boa conversa.
Quero conversar porque Brasil quer ter boa relação com EUA.
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