Reciprocidade: ‘Não é punir EUA, mas retirar uma punição descabida’, diz Celso Amorim
O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que o governo busca que os Estados Unidos retirem ou ao menos atenuem o tarifaço sobre produtos brasileiros ao adotarem a abertura formal do processo de reciprocidade contra o governo de Donald Trump.
Segundo ele, a medida não tem viés de punição, mas busca tentar mobilizar os americanos a rever as sanções econômicas.
Nesta quinta-feira (dia 13), o governo brasileiro informou ter notificado os Estados Unidos sobre o início do processo de reciprocidade em razão do tarifaço imposto aos produtos do país.
O Brasil foi sancionado por duas tarifas pela gestão de Donald Trump: uma de 25%, específica para o país, e outra de 12,5%, que atinge também outras nações.
As taxas se somam, embora haja exceções para determinados produtos da pauta exportadora.
Leia também Medida de reciprocidade sobre tarifas dos EUA pode ser adotada ou não, diz Durigan Na quinta-feira, o governo brasileiro informou que iniciou processo de reciprocidade em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros Lei da Reciprocidade contra os EUA é acionada; entenda o que pode mudar agora Brasil abriu procedimento que pode levar a tarifas, suspensão de concessões comerciais e outras respostas às sobretaxas impostas por Washington — A verdade é que os EUA têm agido de maneira imprevisível, não posso ter certeza objetiva.
Não é punir os EUA, mas fazer com que retirem uma punição descabida em relação a exportação brasileira.
Estamos agindo com algo normal, dentro da lei e das regras — disse Amorim ao GLOBO.
Cautela O governo deve ter cautela na aplicação efetiva de taxas equivalentes a produtos americanos.
Auxiliares do presidente entendem que a medida não pode significar um tiro no próprio pé com prejuízo para as empresas do Brasil.
Amorim afirma que a medida não tem relação com a alteração do visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
O governo Trump vinculou a medida à demora do Brasil em conceder o agrément ao indicado de Trump, Daniel Perez para a embaixada americana no Brasil. — São dois procedimentos independentes.
A reciprocidade não é questão moral, é pratica, econômica.
Quem está totalmente fora dos procedimentos multilaterais são os EUA, pela nossa preferência resolveria tudo pela OMC (Organização Mundial do Comércio).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.