Discord nega omissão e diz ter fechado grupo antes da morte de menina de 13 anos
O Discord afirmou que investigou e desativou, antes da morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul, o servidor privado no qual integrantes de um grupo são suspeitos de incentivar práticas de automutilação.
A empresa nega ter se omitido, mas não informou quando identificou o grupo, quantas pessoas estavam no servidor nem se alertou as autoridades brasileiras antes da morte da menina, em 22 de julho .
As lacunas na resposta atingem justamente o centro da investigação aberta pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
O órgão apura se o Discord falhou na prevenção, detecção e interrupção de conteúdos que estimulam automutilação e suicídio, na verificação da idade dos usuários, na retirada de material irregular e na comunicação de casos graves às autoridades .
A plataforma pode ser multada em até R$ 50 milhões por infração caso as irregularidades sejam comprovadas.
A resposta da empresa ganha ainda mais peso diante do que já foi registrado oficialmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Em 4 de agosto, ao apresentar os resultados da Operação Lívia, a pasta afirmou que houve no Discord uma transmissão envolvendo a morte da adolescente, que o material permaneceu disponível e demorou a ser retirado do ar .
Ou seja: a afirmação de que um servidor foi fechado antes da morte não encerra a discussão sobre a atuação da plataforma.
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