Pesquisa mostra o grupo de eleitores que pode trazer desafios para Eduardo Paes no Rio
Um contingente expressivo de eleitores ainda sem candidato definido pode se tornar uma peça importante na corrida pelo governo do Rio de Janeiro .
No Ponto de Vista , apresentado por Laísa Dall’Agnol, o editor José Benedito da Silva avaliou que parte desse grupo é formada por antigos eleitores do bolsonarismo que, diante da perda de força política do campo no estado, ainda não foram conquistados pelas candidaturas (este texto é um resumo do vídeo acima) .
A análise foi feita a partir dos números da Quaest apresentados no programa .
Laísa lembrou que levantamentos anteriores apontavam uma possibilidade mais clara de Eduardo Paes liquidar a disputa no primeiro turno, enquanto a nova sondagem mostrava Douglas Ruas mais competitivo.
José Benedito ponderou que diferentes pesquisas têm apresentado distâncias distintas entre os candidatos, mas destacou um aspecto específico do cenário mostrado pela Quaest: o tamanho do eleitorado ainda disponível.
“Chama a atenção esse eleitorado imenso que ainda precisa, que pode ser conquistado”, afirmou.
Segundo os números citados pelo editor, mesmo na simulação de segundo turno há 30% dos eleitores entre aqueles que indicam voto branco ou nulo ou não escolhem nenhum dos candidatos.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Continua após a publicidade Quem é o eleitor que ainda está sem candidato? Para José Benedito, existe uma parcela do eleitorado fluminense que ainda não foi atraída pelas principais candidaturas.
E é justamente nesse grupo que ele identifica antigos eleitores do campo político ligado a Jair Bolsonaro.
“Me parece que parte desse eleitorado que ficou à deriva e que ficou sem candidato é o eleitorado do antigo bolsonarismo”, afirmou o editor.
Na sua avaliação, embora essa força política tenha perdido espaço no Rio, os votos anteriormente associados a ela não migraram automaticamente para outro candidato.
José Benedito relacionou esse cenário a uma série de mudanças citadas durante sua análise.
Mencionou a situação de Claudio Castro, a disputa de Flávio Bolsonaro pela Presidência, a candidatura de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina e outros personagens do campo envolvidos em investigações.
“O bolsonarismo perdeu força política no Estado, mas me parece que esse eleitorado ainda não foi capturado por ninguém”, resumiu.
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