MPF abre apuração sobre suposta intimidação policial contra Haddad
O Ministério Público Federal (MPF) , por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo , abriu uma apuração sobre a suposta perseguição e intimidação policial relatada pelo candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e por seu motorista .
A apuração foi aberta a partir de uma notícia de fato apresentada pela coligação “Desperta São Paulo” , que pediu a instauração de um Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE) para investigar uma eventual utilização da estrutura da Polícia Militar para intimidar o candidato durante o processo eleitoral .
Em despacho, o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt determinou uma série de diligências e deu prazo de cinco dias para que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar forneçam informações sobre o episódio.
Leia Mais PM analisa 40 câmeras e não vê abordagem violenta a motorista de Haddad STF apura se Weverton Rocha interferiu em investigação de assassinato no MA Moraes vota para tornar Bacellar réu por vazamento de informações sigilosas Segundo o documento, os fatos relatados pela coligação podem, em tese, indicar “possível prática de abuso dos poderes político e de autoridade” , por meio da utilização da máquina pública e do aparato policial para coagir ou intimidar um candidato durante o processo eleitoral.
O despacho também cita a possibilidade de conduta vedada pelo emprego de bens e servidores públicos em desacordo com as finalidades da administração.
A abertura da apuração, no entanto, não significa que o Ministério Público tenha concluído pela existência de irregularidades.
As diligências foram determinadas justamente para esclarecer as circunstâncias do episódio.
Haddad relata que motorista foi seguido pela PM após deixá-lo em casa | CNN 360° MPF cobra explicações da Segurança Pública Entre as providências, o procurador determinou que o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, informe se houve alguma ordem, autorização ou anuência da pasta para a realização de patrulhamento ostensivo no bairro Planalto Paulista, onde fica a residência de Haddad, em 11 de agosto.
Caso tenha existido uma determinação nesse sentido, a SSP deverá explicar os motivos que levaram à adoção da medida.
A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli, também deverá encaminhar informações detalhadas sobre o policiamento na região.
O MPF requisitou o plano estratégico e operacional do batalhão responsável pela área, os setores de patrulhamento, itinerários e pontos de estacionamento previamente estabelecidos, além das ordens de serviço expedidas entre os dias 1º e 11 de agosto.
A Procuradoria também quer a identificação da viatura envolvida no episódio e dos policiais militares que integravam a equipe.
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