Jovens de Goiás adiam casamento e filhos; número de nascimentos é o menor da série histórica
Casar e ter filhos tem ocorrido mais tarde entre os goianos, segundo amostra do Censo 2022. No caso da maternidade, os resultados mais recentes mostram que Goiás chegou a 1,57 filho por mulher, abaixo do nível de reposição populacional, de 2,1 filhos. As mulheres goianas também passaram a ter filhos mais tarde: a idade média da fecundidade chegou a 27,8 anos.
A mudança acompanha a tendência nacional. No Brasil, a taxa de fecundidade caiu para 1,55 filho por mulher em 2022, o menor nível já registrado pelo Censo, enquanto a idade média da maternidade chegou a 28,1 anos. Os números mostram uma transformação na composição das famílias, com menos filhos e concentração crescente dos nascimentos em idades mais avançadas.
LEIA: Número de nascimentos em Goiás é o menor já registrado pelo IBGE
Essa mudança aparece também nos registros de nascimento. Goiás contabilizou 79.099 nascidos vivos em 2024, contra 81.869 em 2023, segundo as Estatísticas do Registro Civil do IBGE. A redução foi de 3,3%, e o resultado é o menor desde o início da série histórica, em 2003.
A comparação de longo prazo mostra a dimensão da queda. Em 2003, Goiás havia registrado 90.825 nascimentos; em 2015, foram 90.759. Em 2024, portanto, o Estado registrou cerca de 11,7 mil nascimentos a menos do que em 2003, uma redução próxima de 13%. O Mais Goiás já mostrou que o resultado de 2024 foi o menor de toda a série do levantamento.
Para o contador e economista Marcelo Marques, a mudança também passa pelo orçamento das famílias. “Ter um filho significa assumir uma despesa de longo prazo justamente em um período no qual muitos jovens ainda estão construindo a carreira e tentando formar patrimônio. Moradia, alimentação, saúde, educação e cuidados com a criança entram em um orçamento que já está pressionado pelo custo de vida”, afirma.
No País, foram registrados 2.376.901 nascimentos em 202 4 , ante 2.523.267 no ano anterior. A diferença é de aproximadamente 146,4 mil nascimentos, ou 5,8%, e marca o sexto ano consecutivo de redução.
Número de nascimentos no Brasil cai 5,8% em 2024; sexto recuo consecutivo
Outro dado ajuda a mostrar o deslocamento da maternidade para faixas etárias mais altas: 65,4% dos bebês registrados em 2024 nasceram de mães com 25 anos ou mai s . Somados aos dados da amostra do Censo 2022, os registros indicam uma mudança consistente: as mulheres têm menos filhos e concentram a maternidade mais tarde do que nas gerações anteriores.
A queda dos nascimentos acompanha a redução da fecundidade. Segundo o Censo Demográfico 2022 , Goiás registrou 1 ,57 filho por mulher, abaixo do nível de reposição populacional, de cerca de 2,1. No Brasil, a taxa foi de 1,55 filho por mulher.
A mudança é expressiva no longo prazo. Em 1960, a taxa de fecundidade no Brasil era de 6,28 filhos por mulher; em 2022, caiu para 1,55, segundo o IBGE . A redução foi de cerca de 75% em pouco mais de seis décadas.
Para o economista Marcelo Marques, o custo de criar uma criança integra essa transformação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.maisgoias.com.br — o conteúdo pertence a Mais Goiás.