IA encurta caminho entre descoberta e compra e coloca execução da cadeia no centro do varejo
A inteligência artificial (IA) começa a mudar uma das etapas mais importantes do varejo: a descoberta de produtos.
Com assistentes capazes de pesquisar, comparar e recomendar itens, o intervalo entre encontrar um produto e efetuar a compra tende a diminuir.
Nesse cenário, a capacidade de um varejista de manter estoque, cumprir prazos e atender pedidos passa a influenciar também sua própria visibilidade para o consumidor.
A mudança desloca parte da competição.
Em vez de depender apenas de tráfego para sites e marketplaces, os varejistas precisam estar preparados para jornadas de compra mediadas por ferramentas de IA, que podem considerar fatores como preço, disponibilidade, prazo de entrega e experiência de compra ao recomendar um produto.
A pesquisa mais recente de Supply Chain Execution Readiness , da Infios , indica que as empresas estão dando maior importância à execução da cadeia de suprimentos, e não apenas ao planejamento, como fonte de vantagem competitiva em um cenário de maior volatilidade.
Para o Brasil e a América Latina, a mudança ganha relevância diante de desafios históricos de infraestrutura e logística.
A modernização de processos relacionados a estoques, armazéns, transporte e atendimento de pedidos pode se tornar um diferencial em um mercado no qual a IA passa a participar também da decisão de compra.
IA passa a influenciar a descoberta de produtos O varejo já passou por uma transformação significativa com o avanço do comércio eletrônico, que alterou processos de atendimento de pedidos, devoluções e operações omnichannel.
A IA acrescenta uma nova camada a essa mudança ao participar diretamente da descoberta e da recomendação de produtos.
No Reino Unido, 51% dos consumidores já usam ferramentas de IA para descobrir produtos, segundo pesquisa da Which?.
Outro levantamento, da CI&T, indica que 71% dos consumidores britânicos desejam uma integração maior entre IA, tecnologias digitais e experiências de compra.
No Brasil, a adoção também avança.
Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o comércio eletrônico movimentou R$ 235,5 bilhões em 2025 , alta de 15,3% em relação ao ano anterior.
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