Vencedor do Prêmio de Melhor Filme Internacional: Explore a Obra de Joachim Trier
Foi em 2026 que o nome de Joachim Trier ecoou mais forte.
Quando “Valor Sentimental” levou a estatueta de melhor filme internacional no Oscar , muitos deram um suspiro de surpresa, afinal, a concorrência incluía o badalado brasileiro “O Agente Secreto” e o francês “Foi Apenas Um Acidente”, ambos com campanhas pesadas.
Mas quem acompanha o cinema europeu com um pouquinho mais de atenção sabia que aquilo não era imprevisto.
Trier não chegou ontem.
Há mais de vinte anos ele constrói, filme a filme, uma obra que foge do óbvio.
Seus personagens parecem gente como a gente: pessoas que acordam confusas, que olham para trás e sentem um aperto no peito, que não sabem bem o que querem da vida.
E é justamente essa crueza que faz seus filmes serem tão elogiados.
O que faz dele um caso à parte Os críticos adoram usar palavras bonitas pra descrever o que Trier faz.
Mas, no fundo, tudo se resume a uma coisa: ele filma a bagunça emocional com uma honestidade que desarma.
As vozes em off que parecem conversas íntimas, os saltos no tempo que bagunçam a narrativa, os sonhos que invadem a tela: tudo isso são artifícios para levar o público para dentro da cabeça dos personagens, nem que seja por alguns minutos.
E não espere sair do cinema leve.
Os filmes dele cutucam as feridas.
Perguntam coisas que os espectadores muitas vezes evitam responder.
É por isso que festivais como Cannes e Berlim sempre deram espaço pro norueguês; porque ele não tem medo de deixar o público desconfortável, e isso é raro.
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