EUA ameaçam Irã com isolamento econômico 'como o mundo nunca viu'
Prazo de 60 dias do Memorando de Entendimento para terminar guerra entre EUA e Irã se aproxima do fim com um impasse O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico "como o mundo nunca viu", indicando que o governo Trump está disposto a exercer uma nova rodada de pressão para finalizar a guerra no Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A nova escalada verbal acontece enquanto a guerra, desencadeada no fim de fevereiro com a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o regime iraniano, está perto de completar seis meses sem perspectiva de ser finalizada.
A fala também marca uma mudança de tom, já que no início de agosto o governo Trump falava em um acordo iminente para reabrir o Estreito de Ormuz.
"Será uma combinação de isolamento econômico como o mundo nunca viu", disse Bessent na quinta-feira ao canal de televisão conservador Newsmax, sem revelar mais detalhes.
Ele acrescentou que "o contínuo bloqueio no Estreito de Ormuz impedirá que qualquer coisa entre ou saia dos portos iranianos".
O tom mudou em questão de dias.
Em 4 de agosto, o próprio Bessent mencionou um possível acordo com Teerã "hoje ou amanhã" para reabrir a passagem estratégica para o comércio mundial de combustíveis.
"Temos conversas muito boas", afirmou naquele mesmo dia o presidente dos EUA, Donald Trump, ao assegurar que o Irã queria alcançar um acordo.
O presidente Donald Trump conversa com repórteres após chegar a bordo do Air Force One na terça-feira, 11 de agosto de 2026, na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland Mark Schiefelbein As declarações tranquilizadoras provocaram uma alta da Bolsa de Wall Street e a queda dos preços do petróleo, apesar da estagnação das negociações.
Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram um acordo de paz preliminar, porém o documento ruiu no início de julho com novas trocas de ataques entre os dois países e, desde então, Trump tem enfrentado dificuldades para encontrar uma saída negociada do conflito diante das exigências do regime iraniano.
Trump disse no início de agosto que qualquer acordo deveria incluir a abertura "completa e total" de Ormuz e "o fim da ameaça nuclear iraniana".
Mas, agora, o presidente americano parece privilegiar uma abordagem baseada na pressão econômica.
Ponto de divergência Trump já afirmou que os EUA irão controlar o Estreito de Ormuz e bloquear o acesso aos portos iranianos REUTERS O Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes da guerra, continua sendo o principal ponto de divergência.
Na prática, a passagem está fechada pelo Irã.
Teerã exige que os navios recebam uma autorização para utilizar a via e pretende impor, a longo prazo, taxas de serviço, algo que Washington rejeita.
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