Taxas do Tesouro Direto praticamente não se mexem em dia de STF, varejo fraco e pressão externa
Os rendimentos dos títulos do Tesouro Direto ficam praticamente estáveis nesta terça-feira (15), com efeitos contraditórios da atividade do varejo mais fraca do que o esperado, o que amplia a expectativa de um ciclo de cortes de juros mais longo por parte do Banco Central (BC), e a pressão externa dos juros americanos.
Referência global, os títulos do Tesouro americano (os "Treasuries") de 10 anos atingiram o maior nível intradiário desde julho de 2007.
O volume de vendas do varejo foi divulgado pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O varejo ampliado subiu 0,4% em junho - abaixo da mediana das expectativas -, e o varejo restrito caiu 0,8% no período, menos do que o piso das expectativas.
A atividade fraca no setor é um sinal de que os juros elevados cumpriram seu papel de frear o consumo e aumenta a probabilidade de que o BC continue, por mais tempo, com os cortes na taxa básica de juros, a Selic.
Um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de amanhã (16) já é dado pelo mercado, mas há dúvidas sobre o que ocorrerá em novembro, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne novamente.
A maioria (53%) espera outro corte de 0,25 ponto, de acordo com os contratos de opções de Copom negociados na B3.
Os investidores acompanham também a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que avalia o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o caso Master.
A Corte se tornou epicentro do noticiário político conturbado e a decisão de hoje pode influir nos rumos do rali eleitoral iniciado no final de agosto, desde quando os ativos locais registraram forte desempenho, mesmo em dias de aversão a risco global.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 paga IPCA + 7,61%, ante IPCA + 7,61% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 retorna IPCA + 7,28%, ante IPCA + 7,29% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2050 retorna IPCA + 7,24%, ante IPCA + 7,26% na última sessão.
A aplicação no Tesouro Prefixado 2029 paga 13,85%, ante 13,87% na última sessão.
A aplicação no Tesouro Prefixado 2032 remunera 14,23%, ante 14,24% na última sessão.
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