Micron lança fundo de US$ 250M para investir em startups de IA
Prédio da Micron no Vale do Silício | Foto: Shutterstock A Micron Ventures , braço de venture capital da fabricante de chips norte-americana Micron Technology , lançou um fundo de US$ 250 milhões para investir em empresas de inteligência artificial.
Batizado de Micron Ventures Paradigm Fund, esse é o terceiro fundo lançado pela companhia e o maior até agora.
A ideia é investir em diferentes camadas da cadeia tecnológica, desde novas arquiteturas de modelos e infraestrutura de computação a aplicações corporativas e soluções de IA física, como robótica.
“Estamos vivendo uma era empolgante de mudanças de paradigma, em que cada avanço redefine o que a inteligência artificial é capaz de fazer e quais recursos ela exige”, afirmou Rene Hartner, vice-presidente de desenvolvimento corporativo da Micron .
“Esses avanços convergem para uma necessidade comum: soluções de memória e armazenamento de alto desempenho.
O Paradigm Fund, da Micron, investirá e estabelecerá parcerias com startups que estão impulsionando essas inovações, fortalecendo nossa capacidade de oferecer soluções líderes em memória e armazenamento para atender às crescentes demandas da IA.” O Paradigm Fund se soma a dois veículos anteriores da Micron Ventures , que investe globalmente.
O primeiro foi lançado em 2019, enquanto o segundo chegou ao mercado em 2022 e ainda está fazendo investimentos.
Com o novo fundo, o capital total comprometido pela Micron Ventures chega a US$ 550 milhões.
A companhia foi fundada em 1978 e é uma das maiores fabricantes globais de semicondutores de memória e armazenamento, incluindo DRAM, NAND e SSDs.
O fundo terá quatro frentes de investimento interconectadas.
A primeira é arquitetura de modelos, com foco em avanços na estrutura dos modelos de IA e na infraestrutura de dados que devem definir as futuras necessidades de computação, memória e armazenamento.
A segunda é computação, abrangendo tecnologias para processar, movimentar e otimizar cargas de trabalho de IA, como computação em memória, redes de próxima geração e soluções para aumentar a eficiência dos data centers.
A terceira frente são as aplicações empresariais, voltadas ao uso da IA na transformação de setores complexos, incluindo o próprio desenvolvimento e a fabricação de semicondutores.
Por fim, o fundo mira a chamada IA física, com investimentos em robótica e novos formatos de dispositivos que levem a inteligência artificial para além do ambiente digital e para o mundo físico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em startups.com.br — o conteúdo pertence a Startups.com.br.