Mounjaro é aprovado nos EUA para reduzir risco cardiovascular
O medicamento Mounjaro recebeu aprovação da agência regulatória dos Estados Unidos, a FDA, para redução do risco cardiovascular em pacientes com diabetes tipo 2 nesta sexta-feira, 28.
Em anúncio feito pela farmacêutica Eli Lilly, a decisão considerou estudos que apontaram o efeito protetor da tirzepatida, princípio ativo da caneta injetável, para evitar ataques cardíacos , episódios de acidente vascular cerebral (AVC) e mortes por problemas cardiovasculares .
O Mounjaro já tem liberação no país para o tratamento de obesidade e diabetes 2.
Com a nova indicação em bula, passa a ser mais uma opção de terapia para evitar o risco cardiovascular nesses pacientes, considerando que a semaglutida, por meio do Wegovy (Novo Nordisk), recebeu o mesmo aval da agência em 2024.
“Nas pessoas com diabetes tipo 2, as cardiopatias são a principal causa de morte e Mounjaro, agora, oferece a essas pessoas uma maneira comprovada de reduzir esse risco”, disse, em comunicado à imprensa e investidores, Kenneth Custer, vice-presidente executivo e presidente da Lilly Cardiometabolic Health.
Continua após a publicidade No Brasil, até o momento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o Mounjaro para o tratamento de diabetes 2 e para a perda de peso em pacientes que vivem com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades , como diabetes, hipertensão e colesterol alto.
A venda é controlada por receita médica e o medicamento deve ser prescrito por um especialista que vai fazer o acompanhamento do paciente.
Continua após a publicidade Benefícios cardiovasculares O estudo que norteou a aprovação comparou a tirzepatida com a dulaglutida presente no medicamento Trulicity, que está consolidado cientificamente em relação a benefícios cardiovasculares.
Nele, foram observados quase 13 300 voluntários de 30 países ao longo de quatro anos e meio.
Como não foi inferior à medicação já estabelecida, o Mounjaro foi considerado apto para a nova indicação.
“A saúde do coração merece atenção ao longo do curso do tratamento, não apenas após um evento cardiovascular agudo”, disse, também em comunicado, David A.
D’Alessio, coautor do estudo e diretor da Divisão de Endocrinologia e Metabolismo da Faculdade de Medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.
Continua após a publicidade Segundo D’Alessio, toda a saúde metabólica deve ser considerada no tratamento desses pacientes.
“Enquanto a grande parte do tratamento do diabetes tipo 2 se concentra no controle da glicose, mitigar o risco cardiovascular é essencial e pode ser descoberto.” Publicidade
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