O Nobel de Economia que alertou para o risco e viu seu fundo perder 44% em um mês
O Nobel de Economia de 1997 premiou Robert Merton e Myron Scholes por uma fórmula que ajudou Wall Street a administrar risco.
O problema é que o fundo de investimento do qual eram sócios, o Long-Term Capital Management (LTCM), correu mais risco do que aguentava.
Menos de um ano depois do prêmio, ele perdeu 44% do valor em um único mês.
A fórmula, de 1973, calcula o preço de opções, contratos que dão o direito de comprar ou vender um ativo, como uma ação, por um preço combinado numa data futura.
Até então, quem fazia essa conta precisava estimar quanto risco cada investidor aceitava correr, o que varia de pessoa para pessoa, segundo a Academia Real das Ciências da Suécia.
O cálculo dispensou essa estimativa e se tornou uma ferramenta central dos mercados financeiros.
Scholes chegou a ela com o economista Fischer Black, e Merton, por outro caminho.
Black morreu em 1995 e ficou fora do prêmio, que não é concedido postumamente.
Um Nobel para a administração de risco No dia do anúncio, 14 de outubro de 1997, Merton dava aula em Harvard e recebeu dos alunos uma ovação de três minutos, conta o jornalista Roger Lowenstein no livro "When Genius Failed".
Disse a eles que "é errado acreditar que se pode eliminar o risco só porque se consegue medi-lo".
Àquela altura, ele e Scholes eram sócios do LTCM, aberto em 1994 por John Meriwether, ex-vice-presidente do banco de investimento Salomon Brothers.
Scholes contava que foi para o mercado provocado pelos alunos, que lhe diziam "você não faz, só ensina".
A estratégia do fundo era procurar títulos parecidos que estivessem com preços diferentes e apostar que a diferença ia se fechar.
Como cada operação rendia pouco, o LTCM tomava muito dinheiro emprestado para multiplicar o tamanho das apostas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.