Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
O Brasil voltou a entrar no radar do fundo Verde , de Luis Stuhlberger , nos últimos meses.
Após o resultado do primeiro turno das eleições , o apetite pela bolsa brasileira cresceu ainda mais, embalado pelo “ trade Flávio” e as expectativas de uma mudança na percepção de risco do país.
Mas, enquanto a bolsa brasileira ganha fôlego, a alta dos juros de longo prazo nos Estados Unidos e em outras economias desenvolvidas acende um sinal amarelo para os mercados globais.
Na carta de setembro, a Verde Asset afirma que a perspectiva de uma política fiscal mais contida no Brasil poderia abrir espaço para juros menores e destravar valor nos ativos locais.
A reação do mercado após o primeiro turno das eleições, no último domingo (4), reforçou essa leitura.
No pregão seguinte à votação, o Ibovespa avançou 7,7%, os juros longos recuaram e o real se valorizou mais de 4% .
O movimento também se refletiu na carteira do Verde, que teve ganhos com ações brasileiras e posições de valor relativo em juros reais em setembro.
Em contrapartida, perdeu dinheiro com commodities , juros reais norte-americanos e bolsas globais.
Veja também: Luis Stuhlberger está fazendo seguro em dólar e você também deveria; entenda O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro Nem Tesouro IPCA+, nem crédito: aposta de Stuhlberger agora está na bolsa Eleições melhoram o humor da Verde Asset com o Brasil Durante setembro, os ativos brasileiros já vinham reduzindo parte dos prêmios de risco, embora ainda houvesse incerteza sobre o resultado eleitoral.
O desfecho do primeiro turno, com Flávio Bolsonaro cerca de dois pontos percentuais à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, contrariou as expectativas indicadas pelas pesquisas.
O avanço de candidatos de direita na Câmara e no Senado também contribuiu para a reação dos mercados.
“Ainda teremos um segundo turno, mas a probabilidade de virada nos parece bastante baixa”, diz a Verde.
Para a gestora, o resultado abriu espaço para uma mudança nas expectativas sobre a combinação entre política fiscal e monetária.
“A perspectiva de uma virada na política do acelerador fiscal com freio monetário deste governo, para algo mais contido do lado fiscal e que permita uma queda maior de juros, é alvissareira para os mercados brasileiros”, afirma.
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