S&P 500 pode dar um sprint final até dezembro — mas investidor não deve ignorar uma pedra no caminho
Se o Ibovespa rompeu a marca dos 200 mil pontos depois do primeiro turno , o S&P 500 não deixa barato e deve seguir o mesmo caminho de renovação de máximas.
Com as eleições de meio de mandato se aproximando nos EUA — chamadas midterms estão marcadas para 3 de novembro —, há quem acredite que o índice mais amplo da bolsa de Nova York pode ir mais longe depois de oscilar perto de recordes.
O S&P 500 acumula ganho de cerca de 15% em 2026, e um levantamento do Deutsche Bank aponta para um cenário ainda mais positivo.
O otimismo tem base no histórico do índice em anos eleitorais.
Segundo Jim Reid, estrategista do banco, o S&P 500 apresentou alta em 21 dos últimos 23 ciclos de midterms , considerando o período de um mês antes a dois meses depois das eleições.
O retorno mediano histórico nessa janela de três meses é de 7%.
Reid destaca que o mercado já entrou nesse "período sazonal mais forte", o que pode impulsionar um rali de fim de ano, especialmente com a expectativa de uma temporada de balanços robusta.
O Deutsche Bank projeta um aumento de cerca de 30% nos lucros das empresas em relação ao ano anterior.
As exceções a esse padrão de alta do S&P 500 ocorreram em 1978 e 2018, ambas marcadas por preocupações com inflação e aumento nas taxas de juros .
"Com as eleições de meio de mandato a menos de um mês, entramos nesse ponto ideal", escreveu o estrategista.
QUER INVESTIR MELHOR? Comece o dia descobrindo o que move o mercado financeiro e os seus investimentos, de forma 100% gratuita! Telefone VEJA AQUI O alerta no caminho do S&P 500 Apesar do otimismo do Deutsche Bank, o cenário político atual acende um alerta para a bolsa norte-americana.
Um estudo da plataforma Retirement Researcher, analisando dados de 1926 a 2023, revela que o pior cenário para o S&P 500 ocorre sob um Congresso dividido que, nos EUA, acontece quando a oposição controla pelo menos uma das casas (Senado ou Câmara) durante a gestão de um presidente republicano, como é o caso de Donald Trump .
Historicamente, essa configuração resultou em um retorno médio anual de 7,33% em um espaço de 34 anos.
Em contrapartida, cenários com governo unificado (republicano ou democrata) ou presidente democrata com Congresso dividido apresentaram retornos médios anuais superiores a 14%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.