Petróleo fecha em alta de 4% com ataques no Oriente Médio, apesar de falas de Trump
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta acima de 4% nesta quinta-feira, 8, com intensificação de ataques no Oriente Médio, o que ameaça a infraestrutura de produção da commodity na região.
As ofensivas se sobrepuseram às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reafirmou não ter intenção de retomar os bombardeios a Teerã antes da eleição de meio de mandato.
Enquanto isso, a temporada de furacões do Golfo do México tem início, ameaçando o suprimento.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para novembro subiu 4,07% (US$ 4,08), a US$ 104,28 o barril.
Já o petróleo WTI para novembro subiu 3,63% (US$ 3,21), a US$ 91,49 o barril, na Nymex.
O porta-voz militar dos Houthis do Iêmen, brigadeiro-general Yahya Saree, afirmou que o grupo atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, capital da Arábia Saudita, com um míssil balístico.
Leia também Trump diz que EUA não atacarão Irã antes das eleições de meio de mandato em novembro Trump diz que EUA não atacarão Irã antes das eleições de meio de mandato em novembro O ataque causou danos e interrompeu o tráfego aéreo no aeroporto saudita, de acordo com os Houthis.
Na quarta-feira, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um navio-tanque foi atingido por múltiplos projéteis no Golfo Pérsico, ao norte do Catar, com relatos de vítimas.
Trump afirmou que o país está tendo “discussões produtivas” com o Irã e que não atacará Teerã antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro.
Já o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o processo de negociação com Washington ainda está em andamento e que mensagens estão sendo trocadas por meio de mediadores O primeiro furacão da temporada no Oceano Atlântico, batizado como Isaías, avança em direção ao Golfo do México e já provoca transtornos em áreas da Flórida.
Plataformas de produção de petróleo e gás no Golfo já interromperam as operações, o que afeta cerca de 25% da produção local.
A Capital Economics aponta que a disparada nos preços dos derivados de petróleo amplificou o impacto inflacionário do choque energético deste ano, elevando a inflação dos combustíveis para além dos níveis sugeridos apenas pelos preços do petróleo bruto.
Embora se espere que essas pressões diminuam à medida que os mercados de petróleo se reequilibram e as margens de refino se normalizam, os riscos apontam para uma inflação mais alta por mais tempo, pontua.
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