quarta-feira, 12 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
Últimas
Política

Fernanda Nunes, presente! A bicicleta em meio ao luto

Brasil de Fato ·
Fernanda Nunes, presente! A bicicleta em meio ao luto

Neste espaço, o jornalista Rogério Viduedo vai discutir o uso da bicicleta sob a perspectiva do trabalhador, da trabalhadora, pois é uma ferramenta de transformação social e de combate tanto das mudanças climáticas quanto de doenças do coração e diabetes. Cidades que incentivam o uso da bicicleta têm menores índices de poluição e as pessoas têm uma saúde melhor. No entanto, não se pode esquecer que um ciclista também é pedestre e usuário de transporte público, temas que também serão abordados aqui.

Estava há mais de dois meses sem publicar nada. A pausa deu-se pela necessidade de corrigir a rota da vida devido à morte da minha companheira de 22 anos, a publicitária Fernanda Nunes. Ela parou de respirar às 22h58 do dia 8 de junho, na UTI do Hospital IBCC, na Mooca, depois de lutar contra um câncer de ovário diagnosticado em abril do ano anterior. Nos últimos tempos, prestava serviços para a TV Cultura como executiva de mídia, estabelecendo parcerias com agências e grandes anunciantes.

Após a compra da agência pela multinacional Publicis, decidiu trabalhar do lado de lá do balcão e ficou por cinco anos na Play TV, onde até investigada pela Operação Lava-Jato ela foi, já que um dos sócios dessa TV a cabo era o Fábio Luís Lula da Silva, casado com a Renata Moreira, uma de suas grandes amigas. Por causa dessa experiência, migrou para a TV Cultura por indicação de outra grande amiga, Zezé Salles, e consolidou uma carreira de sucesso.

Infelizmente, ela não andava de bicicleta, mas nunca reclamou que eu andasse. Eu já gostei muito de acordar cedo no domingo para pedalar pela cidade. Ela gostava de acordar mais tarde, nunca ficou sem carro e só andava de ônibus comigo. No ritmo de vida dela, ter automóvel era imprescindível. Não julgo. Ter carro foi muito útil para levá-la a todas as consultas, exames e procedimentos que enfrentou durante os 13 meses de tratamento. Não liguei de ser seu motorista. Antes eu reclamava e preferia ser o carona. Depois do câncer, aceitei a tarefa sem reservas. Foram longas jornadas no trânsito que tiveram o papel de nos aproximar mais, de ter esperanças de cura e ter objetivos para o futuro.

Éramos diferentes, mas a gente se entendia. Ela pedia que me cuidasse para não ser atropelado, que avisasse alguma demora excessiva, essas coisas. Foi ela, não eu, quem tirou as rodinhas da bike do nosso filho, Giuliano, na época em que morávamos numa casa em ruazinha sem saída, no Parque Continental, e dava para crianças brincarem em segurança. E foi super parceira em me apoiar na decisão de tentar me tornar um especialista em jornalismo de mobilidade, mesmo sabendo que eu não iria mais ter os bons salários do passado.

Lembro daquela manhã em que assistimos juntos à cerimônia pelo YouTube (a pandemia de Covid-19 ainda em curso), que revelou os vencedores do Prêmio Abraciclo 2021 . E eu, surpreendentemente, levei o primeiro lugar. Era orgulhosa “dos meus meninos”, eu e o filho.

No seu tempo livre, gostava de crochetar. Fez cachecóis, mantas, toalhas, blusas, bolsas e outras artes muito finas. Curtia romances do Ken Follet, era fã de Harry Potter e de tudo relacionado ao Mickey, da Disney.

Ler a notícia completa no Brasil de Fato ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.

Mais de Brasil de Fato

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›