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MP denuncia ex-secretária de Meio Ambiente por desmatamento irregular no RN

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MP denuncia ex-secretária de Meio Ambiente por desmatamento irregular no RN

O MPRN (Ministério Público do Rio Grande do Norte) denunciou , nesta segunda-feira (5), uma ex-secretária de Meio Ambiente da cidade de Extremoz, um empresário e uma empresa por desmatamento irregular de uma área de Mata Atlântica.

De acordo com o Ministério Público, as intervenções ambientais foram realizadas sem a autorização do órgão estadual competente em uma área de 21,58 hectares, equivalente a aproximadamente 30 campos de futebol , para construir um complexo residencial e comercial.

Irregularidades encontradas A investigação aponta que autorizações municipais foram concedidas de forma ilegal para viabilizar a supressão vegetativa e permitiram intervenções em Área de Preservação Permanente (APP) de dunas.

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Segundo a denúncia, a ex-secretária emitiu Licença Prévia, Licença de Instalação e Autorização de Supressão Vegetal (ASV) sem a devida competência legal.

Pelo grande porte do projeto, a aprovação e o licenciamento cabiam exclusivamente ao Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte).

Danos à Mata Atlântica e dunas De acordo com os laudos técnicos, em dezembro de 2023, foram utilizados maquinários pesados para destruir aproximadamente 21,58 hectares de vegetação secundária em estágio médio de regeneração da Mata Atlântica.

Os acusados removeram a cobertura florestal protegida por lei federal, alteraram a topografia local e destruíram a vegetação fixadora de dunas.

Em uma tentativa de contornar a exigência de compensação ambiental, os envolvidos indicaram um terreno que também estava situado em APP das dunas, impossibilitando recuperação proporcional dos danos causados .

Investigações O caso começou a ser investigados após fiscais da própria Semur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo) de Extremoz notarem irregularidades na obra.

Os agentes apontaram que a ex-gestora praticou assédio moral e limitou a fiscalização para impedir o acesso aos autos do processo administrativo.

Pela recusa na entrega dos documentos, o Ministério Público ajuizou uma medida cautelar, resultando em um mandado de busca e apreensão na sede da secretaria municipal para o recolhimento do processo de licenciamento.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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