Mariana adere a acordo por rompimento da barragem de Fundão e vai receber R$ 2,4 bilhões
Imagem mostra cenário após o rompimento da barragem em Mariana Reprodução/Corpo de Bombeiros A cidade de Mariana, na Região Central de Minas Gerais, aderiu ao acordo de reparação pelos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em 2015.
O município vai receber R$ 2,4 bilhões das empresas Samarco, Vale e BHP, e os primeiros repasses devem começar em 30 dias.
Além de Mariana, outros 18 municípios aderiram ao acordo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A repactuação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2024, previa inicialmente R$ 1,2 bilhão para Mariana.
A prefeitura, no entanto, considerou o valor insuficiente e decidiu não aderir naquele momento.
No ano passado, o município iniciou novas negociações.
Nesta quarta-feira, um novo acordo garantiu mais R$ 1,2 bilhão, elevando para R$ 2,4 bilhões o total destinado à cidade.
O valor adicional será pago em seis anos.
Já os R$ 1,2 bilhão previstos inicialmente na repactuação serão repassados ao longo de 20 anos.
Rompimento de barragem da Samarco completa 10 anos e famílias relembram vítimas da tragédia Como o dinheiro será usado Segundo a prefeitura, os recursos não poderão ser usados para pagar a folha de pessoal nem dívidas do município.
A intenção é aplicar o dinheiro em um fundo soberano e usar os rendimentos para financiar obras e projetos na cidade.
Entre as áreas previstas estão: saneamento básico; abastecimento de água; habitação; construção de uma alça viária para retirar carretas ligadas à mineração do trânsito da cidade.
O prefeito de Mariana, Juliano Duarte (PSB), afirmou que o município não aderiu à proposta anterior porque considerou o valor insuficiente diante dos danos causados pelo rompimento.
“Mariana foi a cidade mais atingida, e nós não assinamos porque entendemos que o valor era insuficiente para a mensuração dos danos no território”, disse.
Mariana deixa ação contra BHP na Inglaterra Com a adesão ao acordo, Mariana deixa de fazer parte da ação que tramita na Inglaterra contra a BHP, controladora da Samarco junto com a Vale.
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