Migração para a nuvem: como planejar a transição com menos riscos
A migração de sistemas para ambientes de nuvem se consolidou como parte do planejamento tecnológico da maioria das empresas brasileiras.
Segundo o Panorama Cloud 2025, levantamento da TOTVS em parceria com a H2R Pesquisas Avançadas, 77% das empresas do país já utilizam serviços em nuvem no dia a dia, e mais da metade adota a nuvem como infraestrutura principal de suas operações.
Apesar da adoção consolidada, o processo de migrar sistemas legados para ambientes de nuvem segue sendo apontado por especialistas como uma das etapas mais delicadas da jornada de transformação digital das empresas — não pela tecnologia em si, mas pela forma como a transição costuma ser planejada e executada.
Por que migrações mal planejadas geram problemas Um erro recorrente identificado por consultores de infraestrutura é tratar a migração como uma simples cópia de sistemas existentes para um novo ambiente, sem revisar a arquitetura original.
Esse tipo de abordagem, conhecida no setor como "lift and shift", pode até acelerar a transição no curto prazo, mas frequentemente carrega para a nuvem as mesmas ineficiências e vulnerabilidades presentes na infraestrutura anterior.
Especialistas do setor apontam que a eficiência real de uma migração está menos na velocidade da transição e mais na revisão criteriosa de quais sistemas realmente precisam ser adaptados, quais podem ser simplificados e quais exigem substituição por soluções mais adequadas ao ambiente de nuvem.
Etapas recomendadas para reduzir riscos Consultores de infraestrutura costumam recomendar que o processo de migração para a nuvem comece por um mapeamento completo dos sistemas em uso, identificando dependências entre aplicações, volume de dados envolvido e nível de criticidade de cada sistema para a operação da empresa.
A partir desse mapeamento, torna-se possível definir uma ordem de prioridade para a migração, começando geralmente por sistemas menos críticos, como forma de testar o processo e ajustar eventuais falhas antes de migrar aplicações essenciais para o funcionamento diário da empresa.
O período de transição como momento de maior vulnerabilidade Durante o processo de migração, é comum que sistemas operem temporariamente em ambientes híbridos — parte na infraestrutura original, parte já na nuvem — o que exige atenção redobrada a questões de segurança e integração entre os ambientes.
Especialistas apontam esse período de transição como um momento de maior vulnerabilidade, já que a superfície de ataque da empresa tende a se ampliar temporariamente, com sistemas operando em mais de um ambiente simultaneamente.
Capacitação das equipes internas Outro ponto frequentemente subestimado em projetos de migração é a necessidade de capacitar as equipes internas para operar no novo ambiente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.