Em revés para Macron, Justiça francesa reverte proibição de redes para menores de 15 anos
O mais alto tribunal da França rejeitou nesta sexta-feira, 14, a proibição das redes sociais para menores de 15 anos, ao considerar que a medida constitui “uma violação desproporcional” da sua liberdade de expressão .
Máxima autoridade em matéria de Constituição, o chamado Conselho Constitucional havia sido consultada no fim de julho por deputados socialistas e da esquerda radical sobre o artigo 1º de uma lei destinada a proteger os menores dos riscos destes ambientes.
O tal artigo, na prática, estabelecia uma proibição generalizada, sem distinguir suficientemente entre os riscos de cada plataforma digital nem entre as diferenças de vulnerabilidade dos próprios menores, segundo o tribunal.
O órgão acrescentou que a medida também se aplicaria a redes em relação às quais não ficou evidente a existência de riscos à saúde e à segurança dos jovens internautas.
Embora o conselho reconheça “a exigência constitucional de proteção do maior interesse da criança”, aponta que a proibição tão ampla “é suscetível de ser aplicada a serviços de comunicação online cujos riscos para a saúde e a segurança dos menores ão estão comprovados”.
Bandeira do presidente Macron A lei avançada pelo governo Emmanuel Macron , que deveria entrar em vigor em 1º de setembro, previa deixar os mais jovens fora de redes como TikTok , Snapchat , X e Instagram , bem como de espaços de comunicação de algumas páginas da web como o YouTube , serviços de mensagens como WhatsApp e Messenger e alguns videogames online.
Continua após a publicidade Embora a lei previsse exceções, principalmente para enciclopédias e sites educativos ou científicos, estas continuam sendo “limitadas”, advertiu o Conselho Constitucional.
A Presidência francesa destacou que, apesar do revés, seu compromisso em fazer a lei avançar “até a primavera de 2027 continua total”.
Macron havia transformado a proposta de proibição de redes sociais — que seria a primeira do gênero na Europa — em uma medida emblemática de seu segundo e último mandato, buscando colocar o tema no topo da agenda da União Europeia .
Implementar a regra até setembro era estratégico: viria em paralelo a um anúncio previsto da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen , sobre medidas semelhantes a serem adotadas em todo o bloco.
Continua após a publicidade Em 2025, a Austrália se tornou o primeiro país a proibir as redes sociais para menores de 16 anos.
Desde então, muitos adotaram ou anunciaram que estudam proibições semelhantes, como Brasil , Indonésia , Reino Unido e Nova Zelândia .
Devido à reversão na França, outras nações ( Dinamarca ou Grécia ) podem ser pioneiras na União Europeia.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.