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Novo estudo faz descoberta surpreendente sobre o El Niño e muda o entendimento sobre o fenômeno

Banda B ·
Novo estudo faz descoberta surpreendente sobre o El Niño e muda o entendimento sobre o fenômeno

Um novo estudo publicado na revista Science encontrou evidências de que o El Niño mudou de comportamento nas últimas décadas . A pesquisa, baseada em registros preservados em corais das Ilhas Galápagos, indica que os eventos ocorridos nos últimos 40 anos foram, em média, cerca de 40% mais intensos do que aqueles registrados durante o período pré-industrial.

Mais do que isso: os pesquisadores concluíram que os El Niños das últimas quatro décadas foram mais fortes do que qualquer episódio identificado nos mil anos anteriores a aproximadamente 1850 .

O estudo foi liderado pela climatologista Julia Cole, da Universidade de Michigan, e utilizou corais vivos e antigos para reconstruir as condições do Oceano Pacífico em um período muito maior do que aquele coberto pelas medições meteorológicas modernas.

A descoberta ganha ainda mais atenção em 2026, quando um novo episódio de El Niño está se fortalecendo no Pacífico tropical. Segundo o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/NOAA), havia, em setembro, mais de 90% de chance de um evento muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte.

As medições instrumentais capazes de acompanhar detalhadamente a temperatura dos oceanos são relativamente recentes. Para descobrir como o El Niño se comportava antes desse período, os pesquisadores recorreram aos corais das Galápagos.

Foram analisados 13 testemunhos de corais , incluindo colônias atuais e fragmentos antigos. Esses organismos crescem lentamente e formam camadas de carbonato de cálcio que preservam informações sobre as condições do oceano no momento em que foram formadas.

A equipe analisou os registros milímetro a milímetro e observou indicadores químicos associados à temperatura da água, entre eles a proporção entre estrôncio e cálcio e diferentes isótopos de oxigênio.

Com essas informações, foi possível reconstruir as variações da temperatura do oceano na região das Galápagos e identificar sinais deixados por episódios de El Niño ao longo de aproximadamente mil anos .

O resultado chamou a atenção dos pesquisadores: durante grande parte do período analisado, os eventos apresentaram uma intensidade relativamente semelhante. Nas últimas quatro décadas, porém, a variabilidade aumentou de forma significativa.

Segundo os resultados divulgados pela Universidade de Michigan, os El Niños recentes foram quase 40% mais fortes do que os registrados durante o período pré-industrial. Outra apresentação dos resultados aponta uma intensificação de 36,5% na variabilidade em relação ao milênio pré-industrial.

O El Niño é a fase quente do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENSO) , uma variação natural do sistema climático que envolve principalmente o Oceano Pacífico tropical e a atmosfera.

Em condições normais, os ventos alísios empurram águas superficiais quentes em direção à Indonésia e à Austrália.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.

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