AGU pede ao STF a perda do cargo para ministro do STJ acusado de assédio e importunação sexual
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta segunda-feira (21) que o Supremo Tribunal Federal (STF) declare a perda definitiva do cargo de Marco Buzzi como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) .
O magistrado foi considerado culpado de infrações disciplinares graves em procedimento realizado pelo próprio STJ no começo de agosto, após ser acusado por duas mulheres de importunação e assédio sexual.
Ele está atualmente afastado de suas funções na Corte, mas segue recebendo salários.
As informações são do Ric.com.br.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi; Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o STF pedindo a perda definitiva do cargo do magistrado, acusado por importunação e assédio sexual.
Foto: Divulgação/STJ Marco Buzzi foi considerado culpado em um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) julgado pelo Tribunal Pleno do STJ.
A pena aplicada a ele foi a de disponibilidade , que é o afastamento com salário proporcional ao tempo de contribuição previdenciária , com proposta a perda do cargo .
STJ decide que bancos podem encerrar contas de clientes de forma unilateral; veja o que diz especialista O pedido da AGU está em linha com as novas regras definidas pelo STF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que aboliram a aposentadoria compulsória como pena máxima para magistrados acusados de infrações graves.
Marco Buzzi, ministro do STJ, foi acusado de assédio sexual por duas mulheres A primeira denúncia contra Marco Buzzi chegou ao STJ no começo de fevereiro .
Segundo o relato, o magistrado recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
A filha do casal, que tem 18 anos e chamava o ministro de “tio”, afirmou que ele teria tentado agarrá-la à força.
O caso foi denunciado ao STJ pela mãe da jovem, que é advogada .
Após o surgimento da primeira denúncia, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Marco Buzzi também afirmou ter sido vítima de assédio sexual por parte do ministro .
Na sequência, o Pleno da Corte decidiu pelo afastamento temporário dele do cargo até a conclusão das investigações.
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