"Banco do Pastor": golpe em igreja prometia rendimento de 10% ao mês
A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (18/8), a Operação Golpe de Fé para desarticular uma organização criminosa que usava um falso banco digital, ligado a uma igreja evangélica, para aplicar golpes financeiros e lavar dinheiro.
A ação cumpriu mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e na capital paulista.
O esquema prometia rendimentos de até 10% ao mês e causou um prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão.
As investigações apontam que o líder de uma igreja , que atuava em São Gonçalo e depois em Niterói, usava sua posição religiosa para ganhar a confiança dos fiéis.
Leia Mais Operação contra golpes bancários resulta em 11 mandados de prisão cumpridos Operação da PF contra fraudes no sistema financeiro bloqueia bens ligados a banco de Edir Macedo da Igreja Universal: o que se sabe Falsas evangélicas são presas por golpes contra idosos no DF Ele convencia as vítimas a investir em uma plataforma operada por uma empresa conhecida como “ Banco do Pastor ”.
A promessa era de um retorno mensal de aproximadamente 10% sobre o valor aplicado.
Como o esquema funcionava Após captar os recursos, os pagamentos dos rendimentos prometidos começaram a falhar, até serem completamente interrompidos.
Os agentes identificaram pelo menos sete registros de ocorrência relacionados ao golpe, com um prejuízo calculado em cerca de R$ 1,11 milhão.
A investigação revelou uma estrutura complexa, com tarefas divididas entre captadores de clientes e operadores financeiros.
Pessoas físicas e jurídicas eram usadas para administrar e movimentar o dinheiro das vítimas .
O quadro societário da empresa responsável pelo falso banco digital chamou a atenção.
Com um capital social declarado de R$ 5 milhões, alguns sócios não tinham capacidade financeira compatível, indicando o uso de interpostas pessoas para ocultar os verdadeiros beneficiários do negócio.
Os valores obtidos das vítimas foram direcionados para contas pessoais do principal alvo da operação e para empresas ligadas a ele, incluindo negócios nos setores de construção civil, laboratório e consultoria contábil.
Uma conta de uma instituição de pagamentos teria funcionado como "conta de passagem", movimentando mais de R$ 5,4 milhões em operações classificadas como estornos.
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