UE propõe ampliar poderes de agência para expulsar migrantes e reforçar fronteiras
A Comissão Europeia apresentou nesta terça-feira, 27, uma proposta para ampliar o número de agentes e os poderes da Frontex , a agência de vigilância das fronteiras externas da União Europeia .
Pela proposta, o número de agentes deverá crescer gradualmente até chegar a 30.000 nos próximos 15 anos.
Desse total, 17.000 seriam reservistas.
A reforma também prevê a criação de uma força capaz de ser mobilizada rapidamente em situações de crise, como a registrada em Ceuta em julho, quando mais de 72.000 migrantes entraram ilegalmente na cidade autônoma espanhola no norte da África .
Continua após a publicidade A iniciativa ainda precisa ser aprovada pelos países membros e pelo Parlamento Europeu.
Se entrar em vigor, permitirá que a Frontex participe de operações em futuros centros destinados a migrantes expulsos da Europa, os chamados “hubs de retorno” .
Segundo fontes ouvidas pela agência de notícias AFP, o primeiro desses centros deverá ser instalado em Ruanda .
Continua após a publicidade Em comunicado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen , defendeu o plano.
“Cabe à Europa decidir quem entra em nossa União e em quais circunstâncias.
Por essa razão, propomos reforçar a Frontex”, afirmou.
A proposta provocou críticas de ONGs e de partidos de esquerda.
A Frontex já é alvo de acusações de ONGs por supostas expulsões ilegais de migrantes.
Continua após a publicidade A eurodeputada ecologista Mélissa Camara afirmou que, diante do aumento das tragédias humanas, a resposta europeia tem sido “mais repressão” e “mais desumanização das pessoas exiladas”, além de uma aproximação dos discursos da extrema direita.
A Frontex foi criada em 2004 para auxiliar os países da União Europeia e do espaço Schengen , área de livre circulação que inclui também nações de fora do bloco, na proteção de suas fronteiras externas.
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