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Casas Bahia em RJ: R$ 17 bi de dívida e queda de 78% da ação; o que esperar de BHIA3?

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Casas Bahia em RJ: R$ 17 bi de dívida e queda de 78% da ação; o que esperar de BHIA3?

A entrada da Casas Bahia ( BHIA3 ) em recuperação judicial marca uma mudança de patamar na crise da varejista e desloca a atenção do mercado para a capacidade da companhia de preservar caixa, manter fornecedores abastecendo suas operações e conduzir uma reestruturação que permita sua sobrevivência.

De acordo com informações apresentadas na petição, o grupo possui R$ 17,3 bilhões em passivos, sendo aproximadamente R$ 16,4 bilhões com credores quirografários, além de R$ 754 milhões em dívidas trabalhistas e R$ 154 milhões com micro e pequenas empresas.

O processo envolve o Grupo Casas Bahia e outras nove empresas do conglomerado.

Antes do anúncio da RJ, a companhia informou ter registrado prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões entre abril e junho, ante perdas de R$ 555 milhões um ano antes.

Em bases ajustadas, o prejuízo somou R$ 978 milhões.

A empresa atribuiu cerca de R$ 9,1 bilhões do resultado negativo a eventos não recorrentes, incluindo baixas de ativos, despesas de reestruturação e efeitos tributários.

A receita líquida avançou 1,6%, para R$ 6,97 bilhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado recuou 9,4%, para R$ 518 milhões.

O patrimônio líquido terminou o trimestre negativo em aproximadamente R$ 8,1 bilhões.

Os números de certo modo já se refletiam no desempenho da companhia na B3, que via seus papéis BHIA3 desabando 78,71% no acumulado do ano.

Para o Morgan Stanley, o trimestre foi mais fraco do que o esperado.

Os analistas destacaram que receita líquida, Ebitda ajustado e lucro líquido ficaram abaixo tanto das projeções do banco quanto das estimativas do mercado.

O Ebitda ajustado de R$ 518 milhões veio entre 15% e 18% abaixo das expectativas, enquanto o prejuízo líquido ajustado superou amplamente as projeções negativas de analistas.

A XP Investimentos também classificou os números como fracos e, diante da incerteza sobre a continuidade operacional da companhia, colocou sua recomendação e preço-alvo para as ações da varejista “em revisão”.

Segundo a corretora, a situação financeira restrita e as dúvidas sobre a estrutura de capital impedem uma avaliação mais precisa sobre o valor da empresa neste momento.

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