A cidade da Colômbia que foi devastada por terremoto de 1999, mas resistiu ao tremor mais recente
Era 1999, o ano em que a Colômbia sofreu o terremoto mais mortal de sua história e a cidade de Armênia, no Eixo Cafeeiro, ficou completamente destruída, concentrando ali quase todas as mortes registradas no país.
Ela mal entendia o que estava acontecendo, embora a lembrança de sua irmã de quatro anos sob os escombros de sua casa tenha ficado gravada em sua memória como se tivesse acontecido ontem.
Vinte e sete anos depois, quando a Terra voltou a tremer na semana passada na Colômbia , Vanessa reviveu essa experiência traumática.
Vanessa lembra que, naquele 25 de janeiro de 1999, estava almoçando com sua família quando o chão começou a tremer. Todos correram para a rua, exceto sua irmã Angie, que pouco antes havia ido para o quarto.
Sua mãe, desesperada, pedia ajuda para que retirassem a menina, que deveria estar sob os escombros.
Vanessa estava ensanguentada porque algo havia caído sobre sua cabeça. Ela chorava ao lado da mãe, suplicando para que sua irmã estivesse viva.
Mas elas não conseguiam encontrar a menina. Algumas horas depois, um tremor secundário derrubou as poucas casas que haviam permanecido de pé.
Esse tremor arrasou ainda mais a cidade de 270 mil habitantes. Muitos dos sobreviventes ficaram soterrados sob suas casas.
Mas esse tremor secundário que matou tantas pessoas foi o mesmo que salvou a vida de Angie.
Como os escombros se moveram, a menina conseguiu gritar e sua voz foi ouvida pelos vizinhos, que a resgataram.
Alguém conseguiu abrir um buraco pelo qual lhe fizeram chegar água. E, depois de muitos esforços, "minha irmãzinha saiu viva", conta Vanessa, hoje com 33 anos.
No terremoto da semana passada, ao contrário do que aconteceu décadas atrás, nada aconteceu com a casa de Vanessa. Sua família está bem.
A cidade toda só registrou uma morte — de uma mulher que, em desespero, se jogou da varanda do terceiro andar.
O terremoto de 1999 foi um evento tão traumático que as pessoas que o vivenciaram jamais o esquecerão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bbc.com — o conteúdo pertence a BBC News Brasil.