Juliana Linhares ganha aval e 'xodó' de Anastácia em luminoso encontro de realezas no show 'Até cansar o cansaço'
Anastácia (à esquerda) participa da apresentação do show 'Até cansar o cansaço' feita por Juliana Linhares no Teatro da UFF, em Niterói (RJ), dentro do festival Interculturalidades Rodrigo Goffredo ♫ CRÔNICA ♬ Além de ter entronizado Juliana Linhares como uma das maiores artistas do Brasil pela força do canto teatral da artista potiguar, o show “Até cansar o cansaço” já se impôs como um dos melhores espetáculos feitos no país nos últimos tempos pela alta potência do conceito, do som e da interpretação da cantora e compositora, dona de performance repleta de gestos, inflexões e movimentos cênicos que valorizam o repertório e o vigor vocal de Juliana.
Na estrada desde 16 de julho, a turnê do show “Até cansar o cansaço” (2026) ganhou ponto adicional de luz na noite de ontem, 20 de setembro, em apresentação gratuita que encheu o Teatro da UFF, em Niterói (RJ), dentro da programação da 15ª edição do festival Interculturalidades.
A luminosidade suplementar veio da participação de Anastácia na apresentação.
Nascida Lucinete Ferreira no Recife (PE), em 30 de maio de 1940, Anastácia é uma das rainhas da música nordestina.
Residente na cidade de São Paulo (SP) desde os 20 anos, a artista está em cena há mais de seis décadas e, atualmente com 86 anos, preserva vitalidade contagiante.
A presença de Anastácia no show “Até cansar o cansaço” simbolizou um aval e xodó de rainha para Juliana Linhares, artista 50 anos mais nova – atualmente com 36 anos – que já ocupa lugar de honra na dinastia da música nordestina, parte fundamental da trilha sonora do Brasil.
Juliana Linhares já é uma rainha contemporânea dessa música popular e brasileira, ecoando, com forte assinatura própria, referências de Anastácia, da pioneira Marinês (1935 – 2007) e sobretudo de Elba Ramalho, cantora da qual Juliana é sucessora, inclusive por também ser atriz, como Elba.
Anastácia (à esquerda) e Juliana Linhares cantam músicas como 'Eu só quero um xodó' (1973) e 'Vida virada' (2026) no Teatro da UFF Rodrigo Goffredo No palco do Teatro da UFF, Anastácia e Juliana Linhares trocaram amabilidades e elogios, mas, como Anastácia, sublinhou, não foi mero confete, não.
Havia ali uma admiração mútua, uma reverência sincera entre cantoras de diferentes gerações, mas que dialogam pela vivacidade rítmica da música da nação nordestina.
O encontro de realezas rendeu quatro números com Anastácia.
O primeiro foi feito na pisada do baião “Vida virada” (Juliana Linhares, Josyara e Elisio Freitas, 2026), música que Juliana Linhares gravou com Anastácia no álbum “Até cansar o cansaço” (2026).
Com alto astral, Anastácia brincou com o fato de ter se atrapalhado com a letra da música, completada por Juliana, sempre atenta aos sinais.
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