Gigs mira 10 milhões de linhas móveis em cinco anos no Brasil
A Gigs tem como objetivo atingir 10 milhões de linhas móveis e R$ 6 bilhões em receita anual recorrente em cinco anos no mercado latino-americano. Em conversa exclusiva com Mobile Time, o presidente da companhia de embedded connectivity na América Latina, Gustavo Monteiro, afirmou que esse resultado será puxado principalmente pelo Brasil.
Atualmente, a empresa opera na América Latina com ofertas de eSIM e roaming para viajantes , com cobertura em 190 países. Entre os clientes que oferecem esse tipo de conectividade estão Motorola, Nubank, PicPay, Revolut e Latam Airlines.
Monteiro salientou que a estrutura da empresa é mais ampla, uma vez que oferece às marcas a possibilidade de se tornarem operadoras móveis virtuais (MVNOs), sem complexidades técnicas ou regulatórias. Ou seja, a ideia da Gigs é permitir que empresas integrem ofertas de conectividade móvel a seus produtos.
Inicialmente, os focos da companhia são fintechs, bancos, empresas de viagem (OTAs), varejistas e OEMs — em resumo, companhias com grande base de usuários e NPS alto.
Na região, a estratégia da Gigs consiste em expandir e estruturar suas operações no Brasil em 2026 e partir para outros países da América Latina em 2027. O executivo explicou que o mercado brasileiro de conectividade está em um momento interessante, com forte potencial para plataformas digitais de conectividade — seja pelo mais de 1 milhão de linhas obtidas pela NuCel em um ano ou seja pela alta competitividade .
“Estamos [no Brasil] em um mercado de mais de 200 milhões de linhas telefônicas móveis, com um churn anual de 30%. Isso significa que, todo ano, 60 milhões de pessoas mudam de operadora de telefonia. Isso representa uma oportunidade enorme para novos entrantes se estabelecerem no mercado”, disse.
Nessa estratégia, a cidade de São Paulo foi escolhida como hub da Gigs na América Latina. Além de Monteiro, a operação local conta com Marcelo Barreto (ex-Nubank), que lidera as áreas estratégica e operacional, e um time de engenheiros para atender às demandas locais. O grupo também conta com o apoio da equipe em Nova York/EUA.
Vale dizer que a empresa de conectividade é apoiada por Ribbit Capital, Google e Y Combinator, além dos CEOs de Uber, DoorDash e OpenAI. Originalmente, a companhia foi fundada em 2020 por Hermann Frank e Dennis Bauer.
No momento, a Gigs está em processo para obter as licenças regulatórias necessárias para atuar no Brasil junto à Anatel, mas Monteiro não explicou se pretende atuar no modelo autorizado, credenciado ou até como enabler. O executivo também explicou que está em conversas com operadoras locais.
A oferta é feita por meio de um ecossistema baseado em nuvem e soluções plugáveis via APIs ou interfaces gráficas, batizado de Gigs OS.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.