quarta-feira, 28 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Saúde

Por que a fome aumenta durante o emagrecimento?

Portal Drauzio Varella ·
Por que a fome aumenta durante o emagrecimento?

Emagrecer pode trazer um desafio que vai além de mudar a alimentação: lidar com o aumento da fome. Durante a perda de peso, o organismo ativa mecanismos para tentar recuperar as reservas de energia, o que pode aumentar o apetite, reduzir a sensação de saciedade e diminuir o gasto energético . Por isso, mesmo quem segue um planejamento alimentar pode sentir mais fome ao longo do processo.

O aumento da fome durante o emagrecimento não tem a ver com falta de disciplina: trata-se de uma reação fisiológica do organismo.

“Isso significa que a pessoa pode sentir mais fome mesmo seguindo corretamente o planejamento alimentar. Não se trata necessariamente de falta de disciplina, mas de uma resposta fisiológica que torna o emagrecimento e, principalmente, a manutenção do peso mais desafiadores”, explica Mariana Munhoz, endocrinologista do Delboni.

Reconhecer a fome como uma resposta do organismo ajuda a orientar o tratamento. Em vez de apostar apenas na força de vontade, a estratégia deve considerar as necessidades individuais e estabelecer hábitos que possam ser mantidos a longo prazo.

Dois hormônios importantes para entender esse processo são a grelina e a leptina . A primeira é produzida principalmente pelo estômago e estimula a fome; a segunda é produzida pelo tecido gorduroso e ajuda a regular a saciedade.

Durante o emagrecimento, os níveis de grelina podem aumentar, enquanto os de leptina tendem a diminuir. Como a produção de leptina está relacionada à quantidade de gordura corporal, é natural que haja uma redução do hormônio quando a pessoa perde peso. Essas mudanças favorecem o aumento do apetite e dificultam a manutenção do peso perdido .

Segundo Claudia Schimidt, endocrinologista do Einstein Hospital Israelita, o organismo interpreta a redução das reservas de gordura como uma possível perda de energia que precisa ser compensada .

Com a queda da leptina, o cérebro recebe sinais de que as reservas de energia diminuíram, o que contribui para o aumento do apetite. Essas adaptações podem continuar mesmo depois que a pessoa alcança o peso desejado , tornando a manutenção dos resultados um desafio que exige acompanhamento e estratégias individualizadas.

Veja também: Por que emagrecer é tão difícil? Entenda a ciência por trás da obesidade

O objetivo do tratamento não é eliminar completamente a fome, que é um sinal natural do organismo, mas torná-la manejável sem comprometer a nutrição e a qualidade de vida.

Segundo Munhoz, as estratégias devem levar em conta o estado de saúde, a rotina, o nível de atividade física e as necessidades nutricionais de cada pessoa. Algumas medidas podem ajudar:

Não existe uma única estratégia capaz de controlar a fome em todas as pessoas . O acompanhamento profissional permite adaptar o planejamento alimentar às respostas do organismo e às necessidades de cada indivíduo.

Os medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 são uma das opções utilizadas no tratamento da obesidade , quando há indicação clínica. Esses medicamentos atuam em mecanismos relacionados à regulação do apetite e à sensação de saciedade.

“Não ter fome não é objetivo de tratamento de obesidade, mesmo com os agonistas de GLP-1 mais potentes.

Ler a notícia completa no Portal Drauzio Varella ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em drauziovarella.uol.com.br — o conteúdo pertence a Portal Drauzio Varella.

Mais de Portal Drauzio Varella

Ver tudo ›

Mais em Saúde

Ver tudo ›