Capivaras de Bel têm nome, histórias e até ajudam a falar de inclusão
Tem capivara cadeirante, autista e com deficiência visual.
Nas mãos de Bel Paes, de 42 anos, um dos animais mais conhecidos de Mato Grosso do Sul virou personagem para contar histórias que vão além do Pantanal.
Há dois anos trabalhando com artesanato, Bel começou a criar as peças inspirada pela natureza sul-mato-grossense, mas logo decidiu que não queria fazer apenas “capivaras fofinhas”.
Cada uma ganhou nome, características próprias e uma história.
O trabalho está entre os expostos no espaço de Economia Criativa do Festival de Inverno de Bonito e também já levou Bel para longe de casa.
Neste ano, ela participou da Fenearte, em Pernambuco, uma das maiores feiras de artesanato da América Latina, e recebeu a medalha “Conceição dos Bugres”, reconhecimento dedicado ao artesanato de Mato Grosso do Sul.
Mas as capivaras não ficam apenas nas prateleiras de feiras e exposições.
Bel também leva o trabalho manual para oficinas realizadas em clínicas e centros de idosos.
Nesses encontros, a ideia é diminuir um pouco o ritmo e colocar as mãos para trabalhar.
Os participantes aprendem pontos, técnicas de acabamento e, principalmente, passam um tempo concentrados nos pequenos detalhes de cada peça.
Foi assim que a estudante Lauriane Tainá Paiva teve seu primeiro contato com o artesanato.
Interessada em trabalhos manuais, resolveu experimentar.
“Eu achei bem legal porque gosto de animais e da capivara, um dos símbolos da nossa natureza.
O processo é bem criativo”, afirma.
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