Só três de 40 gestoras de fundos imobiliários bateram o CDI em três anos. O que o ranking revela?
Investir em um fundo imobiliário costuma ser uma forma simples de buscar renda passiva sem precisar comprar um imóvel.
Mas, antes de escolher um fundo, há uma decisão que pode ser tão importante quanto o próprio fundo: quem está cuidando do dinheiro.
Entre 40 gestoras de fundos imobiliários com histórico completo de três anos, apenas três conseguiram superar o CDI entre 1º de agosto de 2023 e 13 de julho de 2026, segundo um estudo exclusivo da Brick360.
São elas: Cy.Capital, com retorno de 46,8%; Kinea, com 46,3%; e Manatí, com 45,9%.
O CDI, referência para aplicações de renda fixa, acumulou 44% no período.
A diferença entre a melhor e a pior gestora chegou a 122,8 pontos percentuais.
Enquanto a Cy.Capital acumulou ganho de 46,8%, a Cartesia recuou 76%.
A RTSC Holding, outra das piores colocadas, teve perda de 48,6%.
O levantamento mostra, assim, que dentro de uma mesma classe de ativos, sujeita ao mesmo ambiente de juros e aos mesmos acontecimentos do mercado, os resultados podem ser muito diferentes dependendo de quem está à frente da gestão.
Para Elias Santos Lima, fundador da Brick360 e responsável pelo levantamento, o resultado mostra para o investidor que a escolha de quem administra o dinheiro importa, principalmente quando se analisa uma janela mais longa.
A régua, contudo, reconhece Lima, estava particularmente alta.
Os três anos analisados foram marcados por juros altos, cenário em que as aplicações de renda fixa conseguiram entregar retornos bastante atrativos com menos risco.
Por isso, bater o CDI não deveria ser entendido como uma obrigação para todo fundo imobiliário.
A comparação ajuda, porém, a dimensionar o custo de abrir mão de uma aplicação de menor risco para investir em um ativo mais sujeito às oscilações do mercado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.