Gigante de R$ 8 bilhões, Stefanini cria marca para vender tecnologia a fábricas
Produzir mais usando menos energia, matéria-prima e horas de máquina é uma conta antiga da indústria. A diferença está no tipo de fornecedor chamado para resolver esse problema. Empresas que antes compravam um projeto de automação ou um sistema passaram a contratar equipes para encontrar primeiro onde a fábrica perde dinheiro e só depois escolher a tecnologia.
É nesse mercado que atua a Stefanini Manufacturing, nome adotado pela antiga Stefanini IHM , unidade do Grupo Stefanini voltada à indústria. A operação trabalha com empresas de mineração, siderurgia, alimentos, energia e bens de consumo e reúne hoje cerca de 180 contratos em um modelo que combina diagnóstico dentro das fábricas, engenharia e tecnologia.
A mudança de nome foi anunciada em agosto de 2026, mas não envolve troca de equipe, contratos ou atendimento. Ela coloca a operação brasileira sob a mesma marca usada para organizar o negócio industrial do grupo e será também uma ferramenta para levar a Stefanini a novos mercados fora do Brasil. O movimento ocorre depois de o grupo reunir dezenas de empresas compradas ao longo dos últimos anos em sete unidades de negócios.
“Após 40 aquisições, chegamos a uma musculatura robusta, construída em quase quatro décadas. Agora, vamos ganhar ainda mais tração com a sinergia das sete unidades de negócios para acelerar nosso crescimento, com aquisições bem direcionadas e expansão orgânica em áreas estratégicas”, diz Marco Stefanini, fundador e CEO global do grupo .
Agora, a Manufacturing quer manter o crescimento de 18% registrado nos 12 meses encerrados em julho, ampliar projetos com clientes que já atende fora do país e chegar a novos mercados. A unidade atua na América Latina, América do Norte e Europa e começou a avançar também para o Norte da África e o Oriente Médio.
A maneira mais simples de entender a mudança é imaginar uma fábrica com uma linha de produção que consome energia demais.
No modelo que marcou a antiga IHM, o cliente poderia contratar a empresa para desenvolver e instalar um projeto de engenharia ou automação destinado a essa linha.
No modelo que a Stefanini Manufacturing vem construindo desde 2015, o trabalho começa antes. A equipe entra na operação, procura onde estão as perdas, calcula quanto pode ser economizado e então desenha a combinação de engenharia e tecnologia que será usada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.