O mercado de US$ 2 bilhões que o Brasil pode perder com as ameaças de Trump ao Irã
O Brasil pode perder um mercado bilionário, caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, leve adiante a “guerra econômica” contra o Irã , anunciada por meio de seu perfil na rede Truth Social na noite de ontem 20.
Em seu tradicional tom belicoso, Trump afirmou que deflagrará “a mais devastadora operação econômica já realizada contra qualquer país”.
Ainda em tom de ameaça, o republicano acrescentou que “qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais forneçam qualquer tipo de ajuda ou linha de sobrevivência ao Irã também enfrentará enormes consequências econômicas”.
No ano passado, o Brasil exportou um total de 2,9 bilhões de dólares para os iranianos, segundo o Ministério do Desenvolvimento.
Embora a cifra represente apenas 0,84% do total de exportações brasileiras em 2025, o comércio com o Irã é bastante lucrativo, já que as importações provenientes de lá somaram apenas 85 milhões de dólares, deixando, portanto, um superávit de 2,8 bilhões de dólares.
Além disso, o mercado iraniano é relevante para alguns produtos.
É o caso do milho, cujas exportações para o Irã somaram 2 bilhões de dólares no ano passado – um salto de 115% sobre 2024.
Sozinho, o grão respondeu por 68% das exportações brasileiras para o país.
Com 564 milhões de dólares embarcados, a soja foi o segundo produto brasileiro mais vendido para o Irã.
Com isso, a commodity representou 19% da pauta bilateral em 2025.
Açúcares e melaço somaram 189 milhões de dólares, e o farelo de soja completou a lista com 182 milhões de dólares.
Continua após a publicidade No acumulado de 2026 até julho, as exportações para o país dos aiatolás alcançaram somaram 1,6 bilhão de dólares.
A cifra representa um salto de 26% sobre o mesmo período do ano passado.
Já as importações de 31,1 milhões recuaram 4%, o que gerou um superávit de 1,6 bilhão neste ano.
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