BTG Pactual Asset quer aproximar investidores brasileiros da China — e chineses do Brasil, via ETFs
De olho no crescimento do mercado de fundos de índice negociados em bolsa ( ETFs ) no Brasil, a BTG Pactual Asset Management e a China Southern Asset Management firmaram uma parceria nesta sexta-feira (9) para o desenvolvimento conjunto e oferta internacional de ETFs.
O memorando de entendimentos (MOU) prevê uma estrutura de cross-listing , na qual cada gestora oferecerá um fundo listado em seu mercado doméstico que investirá em um ETF administrado pela parceira.
Na prática, os investidores brasileiros passarão a ter acesso a ações chinesas por meio de um fundo listado na B3 que investe em um ETF gerido pela China Southern Asset Management.
Já na China, os investidores poderão montar exposição diversificada às ações brasileiras por meio do BZEQ11 , ETF da BTG Pactual Asset que replica o índice MSCI Brazil 25/50 , permitindo que investidores chineses tenham exposição a ações brasileiras.
“Nossa parceria com a China Southern Asset Management combina a expertise de duas instituições líderes em seus respectivos mercados e amplia nossa capacidade de conectar investidores brasileiros a uma das economias mais dinâmicas e relevantes do mundo”, afirma Rubens Henriques, CEO da BTG Pactual Asset.
“Ao mesmo tempo, abre um novo caminho para que investidores chineses acessem os mercados brasileiros”, acrescenta.
O movimento ocorre em meio ao crescimento do mercado de ETFs da China.
Em 2024, os fundos passivos de ações chineses superaram os fundos de gestão ativa em ativos sob gestão, enquanto o mercado de ETFs do país chegou a aproximadamente RMB 6 trilhões (US$ 850 bilhões) .
Por aqui, ETFs negociados no Brasil já receberam US$ 3,8 bilhões em entradas líquidas de recursos no acumulado desde janeiro , acima dos US$ 2,7 bilhões registrados em 2025.
Parceria Brasil-China O acordo entre a BTG Pactual Asset e a China Southern Asset acontece em um momento de aprofundamento dos laços econômicos entre Brasil e China e de crescente demanda dos investidores por diversificação geográfica de portfólio.
A expectativa é de que a iniciativa amplie o acesso a ações brasileiras por meio de um veículo de investimento listado localmente.
O ETF proposto a ser listado na Bolsa de Xangai ou na Bolsa de Shenzhen e negociado em renminbi permitiria que investidores chineses acessassem o mercado brasileiro por meio de sua bolsa e em moeda locais.
Para os investidores brasileiros, a proposta é de que a parceria amplie o acesso a uma das maiores e mais dinâmicas economias do mundo, proporcionando exposição a setores como manufatura avançada, tecnologia, inteligência artificial, semicondutores e transição energética.
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