Tarifaço faz exportações brasileiras aos EUA despencarem e atinge produtos do agro
Foto: Pixabay.
As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 12,2% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.
As vendas somaram US$ 21 bilhões, cerca de US$ 2,9 bilhões a menos, e atingiram o menor nível para o período dos últimos três anos.
Os dados são do Monitor do Comércio Brasil–Estados Unidos, elaborado pela Amcham Brasil com base nas informações do Comexstat referentes a julho.
A queda foi ainda mais intensa entre os produtos brasileiros submetidos às sobretaxas mais elevadas, atualmente entre 25% e 37,5%.
As exportações desses itens despencaram 31,5% no acumulado do ano, passando de US$ 4,6 bilhões para US$ 3,2 bilhões — redução de US$ 1,4 bilhão.
Segundo o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, os números indicam perda de dinamismo no comércio entre os dois países, sobretudo entre os produtos mais afetados pelas tarifas.
“Os números mostram uma importante perda de dinamismo no comércio bilateral, com impacto mais intenso sobre os produtos sujeitos às tarifas mais elevadas.
Enquanto persistir o atual cenário tarifário, a tendência é que as trocas entre os dois países continuem perdendo força, com prejuízos para ambas as economias”, afirma.
Exportações voltam a cair em julho Considerando apenas julho, o Brasil exportou US$ 3,6 bilhões para os Estados Unidos, queda de 5% em relação ao mesmo mês de 2025.
O desempenho interrompeu a recuperação observada em junho, quando as vendas haviam registrado o primeiro crescimento desde agosto do ano passado, período em que as tarifas mais elevadas começaram a ser aplicadas.
Entre os bens submetidos às sobretaxas atualmente entre 25% e 37,5%, a retração chegou a 25,7% em julho.
Em sentido contrário, os produtos alcançados pela Seção 232 tiveram crescimento de 21,5%, impulsionados principalmente pelas vendas de produtos de aço e alumínio.
Sebo bovino está entre produtos mais afetados Entre os principais produtos sujeitos às sobretaxas mais elevadas que registraram forte queda nas exportações entre janeiro e julho estão sebo bovino, madeiras compensadas, portas, fumo, madeira de coníferas, granitos, torneiras e sucos de frutas**.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.