Anemia falciforme: jovem curado após transplante e pais de menina de 3 anos em tratamento relatam desafios no Acre
Doença falciforme: famílias relatam os desafios da doença no Acre Crises de dores, cuidados constantes, punções intravenosas e internações frequentes fazem parte da rotina de quem convive com anemia falciforme.
Nessa terça-feira (27), no Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes, o g1 conversou com duas famílias sobre tratamento, rotina, a expectativa pelo transplante de medula óssea, desafios e o apoio da família. 🔎 A doença falciforme é uma condição genética e hereditária que altera a hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.
Com a alteração, as hemácias, células responsáveis por transportar o oxigênio, podem assumir o formato de uma foice ou meia-lua.
A doença é tratada com medicamentos, mas desde 2018 o Ministério da Saúde permite o transplante de medula óssea de parentes para pacientes mais graves. (Entenda abaixo) 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A família do estudante João Eduardo Albuquerque, de 24 anos, enfrentou anos de angústia e incertezas.
A vida dele foi marcada por complicações da doença até ter um recomeço em 2022.
Naquele ano, o jovem passou por uma transplante de medula óssea e ganhou uma nova vida.
A doadora foi a própria mãe.
"Hoje posso viver sem aquelas dores constantes, sem internações frequentes e sem precisar passar por cinco a dez punções intravenosas a cada crise de dor.
O transplante de medula óssea me trouxe uma nova vida, com mais tranquilidade, liberdade e esperança", comemorou.
Em 2020, a mãe dele, a autônoma Aurineia Albuquerque, de 45 anos, contou ao g1 sobre a busca por uma alternativa para salvar a vida do filho à época, incluindo a tentativa de realizar uma fertilização in vitro para possibilitar o nascimento de um irmão compatível.
Seis anos depois, a família celebra a nova realidade.
A saúde dele está 90% melhor.
Agora podemos deitar e dormir sem pensar que, a qualquer momento, ele vai acordar gritando de dor e teremos que levá-lo ao hospital", destacou.
Estudante de medicina João Eduardo Albuquerque celebra a cura da condição após passar por um transplante de medula Arquivo pessoal LEIA MAIS: Mãe tenta fazer fertilização in vitro para salvar vida do filho com anemia falciforme no AC: 'esperança' Casal fala da luta pela sobrevivência da filha com anemia falciforme no Acre: 'Tudo pode gerar uma crise' No AC, marido doa rim para esposa que faz tratamento contra doença crônica: 'Para a gente se completar' A recuperação após o transplante foi uma das etapas mais difíceis, segundo Aurineia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Acre.