Nós, mulheres, podemos mudar o futuro do Brasil
Há uma contradição que o Brasil não pode mais aceitar: somos maioria entre quem vota, mas ainda somos minoria entre quem decide.
As mulheres representam 52,47% do eleitorado brasileiro, mas ocupam menos de 20% das cadeiras da Câmara dos Deputados.
Somos maioria nas urnas e minoria no poder.
É evidente que gênero, sozinho, não define projeto político.
Mas também é impossível negar que a presença das mulheres transforma prioridades, amplia vozes e coloca na agenda pública problemas que durante muito tempo foram ignorados.
Quando Marielle, Áurea e eu fomos as vereadoras mais votadas em 2016, muitos chamaram de surpresa.
Hoje, tentam tratar como acaso a força de candidaturas como as de Marina Silva, Manuela D’Ávila, Luizianne Lins, Áurea Carolina, Benedita da Silva e Monica Benicio.
Não caia nessa: não é coincidência, nós estamos avançando e construindo trajetórias capazes de mobilizar milhares de pessoas e colocar novas pautas no centro do debate público.
E, sim, faz toda a diferença eleger mulheres.
Um congresso com mais mulheres é um congresso mais de esquerda.
Entre os deputados homens, apenas 22% são de esquerda.
E entre as deputadas mulheres, somos quase 40% de esquerda.
Um congresso com mais mulheres também é um congresso com mais trabalhadores.
O patrimônio das mulheres é menor.
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