Fim da escala 6×1 avança, mas empresas pressionam Senado por mais debate
A proposta que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso entrou em uma etapa decisiva no Senado.
O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deu andamento à PEC 221/2019, e o governo Lula trabalha para levar o texto à votação antes das eleições de outubro.
A movimentação ocorre depois de a Câmara aprovar a mudança por ampla margem em maio.
Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários no segundo turno.
No Senado, porém, a PEC terá de passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de chegar ao plenário.
Alcolumbre já havia descartado a possibilidade de simplesmente levar a matéria diretamente à votação dos senadores.
O calendário pretendido pelo governo é apertado.
A articulação mira o período de esforço concentrado do Congresso entre 31 de agosto e 4 de setembro, quando deputados e senadores estarão em Brasília antes de voltarem suas atenções para as campanhas eleitorais.
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Entre os nomes considerados estão senadores próximos ao governo, como Otto Alencar (PSD-BA) e Omar Aziz (PSD-AM).
A corrida para aprovar a PEC também dá dimensão eleitoral a uma discussão que envolve diretamente a organização do mercado de trabalho.
O fim da escala 6×1 passou a integrar a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aparece entre as propostas trabalhistas defendidas em sua campanha à reeleição.
Pesquisa Datafolha de março aponta que 71% dos brasileiros apoiam o fim desse regime de trabalho .
O que muda para o trabalhador O texto aprovado pela Câmara não estabelece uma passagem imediata das atuais 44 horas para 40 horas.
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