Legados ao vento
Todo dia morre um artista ou intelectual ?jovem ou velho, famoso ou quase, de qualquer ramo.
Consternado, vou à internet, às TVs e às reportagens e ouço ou leio a infalível declaração: "Perdemos Fulano, mas seu legado jamais será esquecido".
Será? Antes cêsse, mas não ésse, penso eu.
Será esquecido, sim, e esse esquecimento começará assim que encerrarem o velório, e o jornal com seu obituário for forrar a gaiola do papagaio.
No Brasil, é um erro morrer.
Leia mais (08/20/2026 - 08h00)
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