Superciclo dos ETFs: como o mercado saltou de R$ 50 bi para R$ 130 bi
A indústria brasileira de ETFs vive um super ciclo: saiu de cerca de R$ 50 bilhões sob gestão, no fim de 2024, para quase R$ 130 bilhões, em julho de 2026.
No Outliers InfoMoney , Danilo Gabriel , gestor de fundos indexados na XP Asset – que já havia participado do programa em janeiro de 2025, no início dessa trajetória – retorna para explicar o que está por trás dessa aceleração.
Numa conversa com Clara Sodré, analista de fundos da XP, e Fabiano Cintra, head de análise de fundos da XP, Gabriel afirma que os ETFs são um produto escalável, com baixo custo, eficiência tributária e bons retornos.
“A beleza do ETF é a simplicidade”, diz.
De R$ 50 bi para R$ 130 bi: o que mudou Nascida em 2004, com o lançamento do PIBB (Papéis de Índice Brasil Bovespa), a classe dos ETFs no Brasil tem crescimento recente e acelerado.
“No fim de 2024 a gente tinha aproximadamente R$ 50 bilhões sob gestão na indústria, e esse número era mais ou menos o mesmo em 2022 e 2023”, afirma Gabriel.
O salto dos ETFs ocorre a partir de 2024.
“Quando a gente sai de 2024 para 2025, essa indústria quase dobra – sai de R$ 50 para R$ 90 e poucos bilhões – e agora, em junho, julho de 2026, a gente está na casa de quase R$ 130 bilhões”.
A oferta de produtos acompanhou o movimento: dos cerca de 210 fundos hoje disponíveis, um terço foi lançado em 2025 e 2026.
O ano de 2026 registra marcos simbólicos.
Pela primeira vez, os ETFs de renda fixa superaram os de renda variável em patrimônio sob gestão.
Também agora, a indústria também atingiu 1% da alocação total do mercado de fundos brasileiro.
Entre os motivos para a disparada dos ETFs, o gestor da XP Asset cita o questionamento crescente sobre a gestão ativa e o fim dos fundos exclusivos fechados sem come-cotas – que direcionou capital para veículos tributariamente eficientes – e o ambiente de juros altos, que favorece ETFs atrelados a CDI e taxas reais.
Veja mais: ETFs aceleram no Brasil e ampliam espaço na indústria de fundos E também: Bons e baratos: ETFs crescem 70% e viram a nova febre do mercado brasileiro Por que a comparação com os Estados Unidos tem limites Os ETFs brasileiros agora respondem por 1% da indústria de fundos, contra mais de 30% nos Estados Unidos – o que faz muitos analistas no mercado afirmarem que o Brasil replica, com atraso, a curva americana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.