Brasil tem que voltar a realizar mega projetos, Vale tem o capital, diz CEO
BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO, 18 Ago (Reuters) – O Brasil deveria voltar a realizar mega projetos de mineração, de US$15 bilhões a US$20 bilhões, e a Vale tem capital para isso, disse o presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, nesta terça-feira, ao defender reformas para o setor que ‘destravem’ o potencial do segmento no país.
Ele pontuou que o último mega projeto desenvolvido pela empresa foi a mina S11D, inaugurada há cerca de dez anos na Serra de Carajás, no Pará.
O executivo citou ainda que há muito potencial a ser desenvolvido na região, de onde a companhia extrai boa parte de seu minério de ferro.
Leia também Vale lança plano para destravar mineração e gerar mais 2,3 mi de vagas no setor O relatório, chamado de “Destravando o Potencial da Mineração no Brasil”, foi lançado em fórum homônimo, realizado em Brasília Produção industrial dos EUA sobe 0,2% em julho, um pouco abaixo do esperado Analistas ouvidos pela FactSet previam avanço de 0,3% no período ‘Nós temos capital, temos como fazer, temos conhecimento técnico.
A gente precisa entender que esses projetos vão mover o ponteiro, a gente tem a infraestrutura… e a gente precisa acelerar o desenvolvimento desses projetos’, afirmou Pimenta, ao participar do evento ‘Destravando o Potencial da Mineração no Brasil’, onde lançou um estudo com propostas para o setor. ‘A gente quer destravar o potencial do Brasil’, acrescentou ele a jornalistas, defendendo uma agenda de Estado que possa identificar ‘projetos transformacionais’, que poderiam ser trabalhados em forças-tarefas junto ao governo, ‘com todo rigor ambiental necessário’.
No estudo com propostas para o setor, elaborado com a colaboração da consultoria Accenture, a Vale defendeu que a produção mineral anual do Brasil pode saltar para até R$535 bilhões em 2035, aumento de 78% na comparação com os cerca de R$300 bilhões atuais, caso seja implementado um conjunto de medidas que permita a otimização do licenciamento ambiental, ampliação do mapeamento geológico e fortalecimento da regulação do setor.
O relatório aponta que o Brasil reúne algumas das maiores reservas globais de minerais estratégicos, mas perdeu competitividade na última década devido a questões relacionadas ao licenciamento, à infraestrutura e ao conhecimento geológico.
Atualmente, somente 28% do território nacional possui cobertura geológica considerada adequada para orientar investimentos em pesquisa mineral, segundo o levantamento.
Nos últimos anos, a Vale precisou cortar capacidade de produção e rever a segurança de diversos projetos após o rompimento mortal de duas barragens de mineração em Minas Gerais, em 2015 e 2019.
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