Eduardo Paes recorre ao STF para impedir vitória de Douglas Ruas no 1º turno
A disputa pelo governo do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (8).
A coligação do candidato Eduardo Paes (PSD) apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a anulação dos votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno.
A medida pode alterar o resultado da eleição estadual e permitir que Douglas Ruas (PL), inicialmente encaminhado ao segundo turno contra Paes, seja declarado vencedor ainda na primeira etapa da votação.
A decisão do TSE determina que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realize uma nova totalização dos votos, desconsiderando os sufrágios atribuídos a Garotinho.
Com a exclusão desses votos, Ruas deverá ultrapassar a marca de 50% dos votos válidos, percentual necessário para vencer a eleição sem a realização de um segundo turno.
Eduardo Paes questiona decisão do TSE No recurso apresentado ao Supremo, os advogados da coligação de Eduardo Paes argumentam que a decisão da Justiça Eleitoral desconsidera a manifestação dos eleitores fluminenses.
A defesa sustenta que a anulação dos votos destinados a Anthony Garotinho não afeta apenas a candidatura do ex-governador, mas também modifica as condições da disputa entre os demais concorrentes.
Segundo os representantes de Paes, os eleitores escolheram candidatos em um cenário que, após a apuração inicial, indicava a necessidade de uma segunda votação.
A coligação afirma que a exclusão posterior dos votos de Garotinho não deveria eliminar a realização do segundo turno.
Os advogados defendem que a vontade popular precisa ser considerada na análise dos efeitos da decisão eleitoral.
TSE determina anulação dos votos de Garotinho A controvérsia teve início após o Tribunal Superior Eleitoral decidir, por maioria, anular os votos recebidos por Anthony Garotinho na eleição realizada no domingo (4).
O ex-governador disputou o cargo pelo Republicanos, mas teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
Apesar da decisão contrária ao registro, seu nome permaneceu disponível nas urnas eletrônicas porque o julgamento ocorreu depois do fechamento do sistema utilizado na votação.
Garotinho recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17% dos votos válidos contabilizados inicialmente.
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