“Trade da escassez” faz ETFs de Bitcoin e ouro captarem US$ 7 bi em 5 dias
Os investidores não estão mais escolhendo entre ouro e Bitcoin ( BTC ) como proteção contra a ansiedade fiscal.
Estão comprando os dois.
Os fundos negociados em bolsa (ETFs) que acompanham esses ativos atraíram US$ 7 bilhões nos últimos cinco pregões, um recorde, segundo dados compilados pela Bloomberg.
O movimento colocou alguns dos maiores veículos de ouro e de Bitcoin ao lado dos gigantes do mercado acionário no topo do ranking de captação de ETFs.
Quase US$ 3,4 bilhões entraram no SPDR Gold Shares (ticker GLD), da State Street Investment Management, enquanto o iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT), da BlackRock, recebeu US$ 1,5 bilhão.
Os dois ficaram entre os dez ETFs americanos com maior captação na semana, com o GLD atrás apenas de um punhado de fundos, entre eles o Vanguard S&P 500 ETF (VOO).
A corrida simultânea chama atenção depois de períodos em que o apelo do ouro como ativo de proteção se fortaleceu enquanto o Bitcoin tinha dificuldade em sustentar o mesmo argumento.
Agora as duas versões da aposta na escassez voltam a se mover juntas, impulsionadas pela renovada apreensão com o endividamento dos Estados Unidos, com o dólar e com as tentativas de conter os juros longos.
Leia também: Mercado dá primeiros sinais concretos de retorno da tese de dólar fraco O catalisador imediato veio do plano do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, de ao menos dobrar as recompras de títulos longos do Tesouro.
O anúncio derrubou inicialmente os juros e o dólar, enquanto ouro e Bitcoin saltaram, dando novo argumento aos investidores em busca de ativos cuja oferta está fora do alcance do governo.
“Parece que a era de 40 anos de queda dos juros chegou ao fim, expondo os governos a custos crescentes de serviço da dívida no momento em que os níveis de dívida soberana atingem máximas inéditas”, escreveu Gautam Chhugani, analista sênior de ativos digitais globais do Bernstein, em relatório.
“Os investidores podem se beneficiar de deter ativos escassos como o Bitcoin, que não podem ser facilmente criados ou diluídos.” Leia também Nvidia calou os céticos? O que fazer com as ações de IA agora Bancos elevam preço-alvo depois do balanço, e indicam que bom resultado pode se espalhar pelo setor, mas recomendação é de evitar concentração da carteira Esses movimentos reavivaram o fenômeno conhecido como “ debasement trade “, a ideia de que o aumento das pressões fiscais e a flexibilização das condições financeiras reforçam o argumento a favor de ativos escassos, fora do sistema monetário estatal.
Metais preciosos como o ouro se beneficiam do tradicional status de porto seguro, enquanto as criptomoedas, sobretudo o Bitcoin, com sua oferta fixa de 21 milhões de unidades, ganham espaço pela suposta função de refúgio contra os efeitos das políticas de governo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.