Petrobras bate recorde de produção de diesel no terceiro trimestre
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Em um esforço para evitar importações a preços inflados pela guerra no Irã , a Petrobras bateu recorde na produção de diesel no terceiro trimestre, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (28). A empresa fechou o trimestre também com recorde na exportação de petróleo e derivados.
A estatal diz que produziu uma média de 769 mil barris por dia de diesel no trimestre. O volume é 6,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A alta, diz a empresa, contribuiu para a redução de suas importações do produto, que caíram 8,8% no período, para 110 mil barris por dia.
A estratégia de priorizar a produção nacional sobre importações ganhou força após o início do conflito no Oriente Médio e a consequente escalada nas cotações internacionais do petróleo. No segundo trimestre, por exemplo, a Petrobras importou o menor volume de combustíveis de sua história.
As vendas de diesel pela Petrobras subiram 4,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, para 849 mil barris por dia. O terceiro trimestre costuma ser um período de alta demanda, com o plantio da safra de inverno e o crescimento da atividade industrial.
Para ampliar a produção interna do combustível, a estatal segue operando suas refinarias no limite da capacidade. No terceiro trimestre, o fator de utilização foi de 99%, cinco pontos percentuais a mais do que no mesmo período de 2025.
A empresa ampliou também a produção de querosene de aviação, outro produto bastante afetado pela guerra no Irã e com grande demanda no terceiro trimestre devido às férias escolares do meio do ano. A alta foi de 3,4%, para 122 mil barris por dia.
Desde o início da guerra, a Petrobras vem operando com elevadas defasagens principalmente no preço do diesel, produto que sofre impacto tanto do fechamento do estreito de Hormuz quanto de ataques ucranianos a refinarias russas.
Na abertura do mercado desta quarta, o diesel vendido pelas refinarias da estatal custava R$ 3,76 por litro a menos do que o custo de importação de diesel projetado pela consultoria Stone X para a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
O valor é menor do que a subvenção de R$ 3,52 por litro que o governo paga atualmente ao produto importado. Ou seja, a estatal estaria perdendo R$ 0,24 por litro de diesel importado, segundo esta conta. A empresa, porém, diz que usa outros parâmetros para definir seus preços.
Analistas do banco Itaú BBA alertaram na semana passada que a manutenção da defasagem atual pode levar a estatal a descumprir em 2026 sua política de preços. "Nesse cenário, a companhia precisaria fazer aumentos adicionais de preço", escreveram eles.
A Petrobras tem compensado perdas com combustíveis com o aumento da receita com exportações . No terceiro trimestre, as vendas externas de petróleo e derivados bateram recorde de 1,25 milhão de barris por dia, alta de 21,1% em relação ao mesmo período de 2025.
O desempenho foi puxado pelo aumento das vendas de óleo combustível, produto usado na indústria e também no transporte marítimo.
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