O que está por trás dos ETFs mais rentáveis da B3? Tecnologia e Brasil explicam os destaques
Duas grandes teses de investimento ajudam a explicar os ETFs que aparecem entre os de maior rentabilidade na B3 em 2026: de um lado, a alta tecnologia, notadamente com a corrida global pela inteligência artificial; de outro, o Brasil, beneficiado pelo interesse do capital estrangeiro e pelo desempenho de setores que têm peso importante na economia local, como estatais e commodities.
Os ETFs são bastante diferentes entre si, mas os rankings do acumulado do ano e de julho, compilados pela Quantum Finance, mostram como essas duas histórias se espalharam por diferentes classes de ativos.
Entre os investimentos internacionais aparecem fundos ligados a semicondutores, S&P 500, Nasdaq e Ethereum.
Do lado brasileiro, ganham espaço ETFs de estatais, boi gordo e ações de companhias produtoras de commodities.
Tecnologia vai de chips a Ethereum A expressão mais evidente da tese de tecnologia no acumulado do ano é o CHIP11, da Investo, que acompanha 25 empresas de semicondutores listadas nos Estados Unidos e lidera o ranking de rentabilidade.
Pedro Claudino, analista de fundos da Empiricus, explica que o principal vetor é a continuidade do ciclo de investimentos em inteligência artificial.
A expansão dos data centers elevou a demanda por chips de alta performance, memória, processamento e toda a infraestrutura de semicondutores, movimento que vem se traduzindo em resultados corporativos fortes e revisão das expectativas de lucro para o setor.
Matheus Portela, economista e diretor da VLGI Asset, classifica o momento como um “superciclo estrutural”.
Ele lembra que os chips não atendem somente à inteligência artificial: estão presentes em veículos elétricos, eletrônicos e diversas outras indústrias, criando diferentes fontes de demanda.
A força da tecnologia aparece ainda na presença de produtos ligados aos grandes índices americanos entre os ETFs de maior retorno, como QQQQ11, referenciado no Nasdaq 100, e SPXR11 e SPBZ11, ligados ao S&P 500, que vem renovando recordes associados ao desempenhos das ações de IA.
ETFs mais rentáveis em 2026 - janeiro a julho Em julho, porém, essa tese ganhou outro protagonista.
Cinco dos seis ETFs de maior rentabilidade no mês têm exposição ao criptoativo Ethereum: XETH11, da XP Asset Management; ETHE11, da Hashdex; EETH11, do BTG Pactual Asset Management; ETHE11, da Buena Vista Asset Management; e QETH11, da QR Asset Management.
O Ethereum entra nessa história não apenas como criptoativo.
Classificado pelos reguladores americanos como uma commodity digital, ele é também a infraestrutura sobre a qual são desenvolvidas aplicações de finanças descentralizadas e projetos de tokenização de ativos.
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