"Futuro do Brasil está em jogo", diz Haddad sobre Caso Master
Candidato ao governo de São Paulo , o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira (14/9) que “o futuro do Brasil está em jogo” após as quebras de sigilo envolvendo o caso do Banco Master e um dia antes da sessão do Supremo Tribunal Federal ( STF ), marcada para terça-feira (15/9), que deve analisar o caso das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Veja vídeo: “Tudo isso tem que ser transparente.
Muita coisa tá em jogo, o futuro do país tá em jogo.
Abre tudo e deixa as pessoas julgarem”, afirmou Haddad após uma agenda de campanha na Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP).
“Se amanhã tiver que ser feita uma reparação de alguém que foi injustamente acusado, vai ter tempo pra se defender e, eventualmente, vai se afastar desse tipo de assunto”.
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“Nós estamos às vésperas de uma eleição geral, que acontece há quase quatro anos.
Nós temos um escândalo, a maior fraude bancária da história do país, que envolve o privado, um banco privado e agentes públicos dos três poderes.
Qual é a medida que me parece a única que respeita o cidadão há 30 dias de uma eleição? Abre o que você tem, quebra o sigilo do que você tem.
Deixa as pessoas conhecerem os inquéritos e informar em juízo a respeito de quem é quem na vida pública não tem outro caminho”, disse.
O ex-ministro da Fazenda reforçou que as revelações sobre o Caso Master feitas até este momento mostram uma ligação entre o bolsonarismo e Vorcaro .
Haddad também disse que há “várias coisas que precisam ser explicadas” sobre os contratos de wi-fi assinados pela Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), de Karine Gama, produtora do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na semana passada, endereços ligados ao Instituto foram alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) autorizada pelo STF.
Conforme mostrou a coluna Demétrio Vecchioli, do Metrópoles , documentos encontrados pela Polícia Civil de São Paulo na sede da Favela Conectada , empresa terceirizada pelo Instituto para fornecer internet na periferia de São Paulo, mostram comprovantes de que ela remunerava os prestadores de serviço com valores relativamente baixos e transferia centenas de milhares de reais, sem nota fiscal, para empresas ligadas a evangélicos.
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