O 'melhor jogador do Brasil' nem titular é
Luís Curro fala sobre as seleções, clubes, competições e jogadores do esporte mais popular do planeta
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Passado quase um mês do final da Copa do Mundo e mais de um mês da eliminação da seleção brasileira , dá para começar a analisar friamente o que a equipe nacional pode oferecer de agora em diante, a fim de que possa chegar a 2030 em condição de ir além das oitavas de final.
Neymar , aparentemente, já era. Declarou considerar sua participação pela seleção, iniciada em 2010, encerrada e, mesmo que mude de ideia, não parece, aos 34 anos, ter condições físicas de voltar a performar como tempos atrás. Hoje, está bem mais para a aposentadoria do que para o altíssimo nível.
Além disso, o treinador Carlo Ancelotti , que reapareceu em solo tupiniquim depois de escapulir para o Canadá pós- derrota para a Noruega , declarou que veteranos (como Neymar, Casemiro e Danilo ) encerraram o ciclo na seleção.
Carletto pretende dar chance a jogadores jovens, sendo que dois estiveram no Mundial na América do Norte: Endrick e Rayan. E tem Estêvão , apto a atuar depois de perder a Copa devido a lesão .
Caso o italiano queira montar um ataque 100% sangue novo, dá para formar assim: Estêvão (Chelsea), 19, pela direita, Endrick ( Real Madrid ), 20, centralizado, e Rayan (Bournemouth), 20, pela esquerda. Epa, mas na esquerda tem um tal de Vinicius Junior (titular do Real Madrid) e na direita, um tal de Raphinha (titular do Barcelona).
Aí é questão de tomar decisões. Não dá para considerar titular inquestionável alguém apenas pelo nome ou pelo passado. A ver como será a temporada de Vini Jr. e, em especial, de Raphinha, que tem tido problema recorrente na coxa direita .
Querendo manter Vini Jr. no time, e Carletto quererá, para que o trio Estêvão-Endrrick-Rayan seja escalado de início é preciso mudar a posição de alguém. Estêvão é o indicado. Passaria a jogar como terceiro homem de meio-campo, e Rayan iria para a direita.
O jogador do Chelsea, que apareceu para o mundo jogando pelo lado no Palmeiras, tem experiência (bem-sucedida, segundo relatos) de atuar por dentro na base.
Afinal, deixá-lo fora do time seria indesejável, ao menos para os dois últimos capitães do Brasil vitoriosos em Copa do Mundo. Em programa esportivo da Record , ao serem questionados sobre "quem é o melhor jogador brasileiro", Cafu (campeão em 2002) e Dunga (em 1994) concordaram, sem hesitação: Estêvão.
Há algo a considerar. Carletto chamará Esteváo (na pronúncia engraçada do italiano) se ele estiver jogando pouco? Existe alto grau de incerteza se Estêvão terá muitos minutos em campo no Chelsea de Xabi Alonso, que manteve Endrick sempre no banco quando comandou o Real Madrid.
O treinador espanhol tende a escalar na direita do ataque o português Pedro Neto, mais experiente, e para a posição há outro português (nascido na Guiné-Bissau), recém-contratado por € 50 milhões (quase R$ 300 milhões). Geovany Quenda, ex-Sporting, tem os mesmos 19 anos do brasileiro.
Se Estêvão não jogar pela direita, muito menos pelo meio, onde os medalhões Cole Palmer e Morgan Rogers disputarão posição.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Esporte.